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Edição de Março : simplebooklet.com

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REVISTA MÍDIA |
ANO 14
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****Reprodução de fotografias e publicidades
criadas pela Editora Mídia são expressamente
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Afiliada:
COLABORADORES DESTA EDIÇÃO:
Camila Ferreira
Dra. Andrea Nehemy
Dr. Heber Hamilton Quintella
Lucas Batista
Dr. Luiz Henrique Santos
Dra. Marcia Bittar Nehemy
Dr. Marcio Costa
Dra. Marilete Zampar
Meíta Bardí
Dra. Natássia Pizani
Rosângela Felippe
reflexão
O Salmo 46 afirma ao nosso coração que “Deus é o nosso
refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Tribu-
lação para o salmista tinha o sentido de passar por momentos
difíceis, ficar limitado, perder a mobilidade de ação, ficar encur-
ralado, como que num beco sem saída. São muitas as situações
da vida que nos pressionam, causam estresse, sugam e minam
nossas forças.
O estresse é quando tentamos manter um ritmo alucinado
em nosso dia a dia, onde a fadiga é uma das primeiras evidên-
cias em nosso corpo. Parece que, muitas vezes, queremos assu-
mir o lugar de Deus, fazendo tudo sozinhos. É quando queremos
correr mais do que o tempo. O esgotamento físico-emocional
é como uma luz vermelha no painel de um carro chamando
a atenção do motorista e lhe dizendo que alguma coisa está
errada. Atentemos para o fato de que nossa saúde emocional
não depende de enfrentarmos ou não adversidades, mas sim,
de como as enfrentamos. E lembre-se de que podemos confiar
inteiramente em Deus para vencer as lutas da vida.
ORE
Pai, confesso que estou cansado. Tenho acompanhado
inerte meu ânimo se esvair. Mas a Bíblia diz que tu refazes as
forças do que não tem vigor. Cumpre essa promessa em mim.
Por Jesus.
DEUS, NOSSA
TENDA DE
REFÚGIO
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,
socorro bem presente na tribulação.” (Sl 46.1)
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Gisseli
Ávila
UM DAS MULHERES MAIS
ADMIRADAS DA ODONTOLOGIA
BRASILEIRA CONTA, NESTA
REPORTAGEM ESPECIAL, DE SUA
INFÂNCIA, DA PERDA PRECOCE
DO PAI, DA VOCAÇÃO PARA A
ODONTOLOGIA E DA IDEALIZAÇÃO
E CONSTRUÇÃO DO PRIMEIRO
HOSPITAL ODONTOLÓGICO DE
MINAS GERAIS, FRUTOS DE SUA
VISÃO MACROEMPREEDEDORA
C A P A
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E
la foi criada, desde a infân-
cia, dentro de consultórios
odontológicos. Sempre com
olhar curioso e incansável
na busca de aprendizagem. Nasceu no
dia dedicado aos dentista brasileiro – um
grande indicativo da trajetória profissio-
nal brilhante que iria escrever.
Essa história é da cirurgiã-dentista
Gisseli Ávila. Trata-se, atualmente, de
uma das maiores personalidades do
segmento odontológico do Brasil. Ao
lado do esposo e também odontólogo,
Sérgio Dias, idealizaram o Implar, primeiro
hospital odontológico de Minas Gerais
e referência absoluta no Brasil. A busca
por inovações no setor é uma constante.
É pioneira em diversas áreas, avança em
tecnologia e aprimora-se em atualizações
acadêmicas rumo a excelência na área.
O hospital Implar recebe pacientes
de todas as regiões do Brasil e também do
mundo. Possui uma completa estrutura
física, tecnológica e é amplamente reco-
nhecido pelo competente e personificado
atendimento. Gisseli, com seu extremo
cuidado com os pacientes, contagia toda
a equipe que promove um atendimen-
to totalmente humanizado - digno de
aplausos.
Gisseli, hoje com 39 anos, formou-se
em odontologia pela USP-Ribeirão Preto,
concluiu mestrado em clínica odontoló-
gica com área de atuação prótese den-
tária. Fez doutorado em reabilitação oral
na USP-Ribeirão Preto, pós-doutorado
em biotecnologia na USP-São Carlos e,
recentemente, defendeu seu segundo
doutorado em Implantodontia no Centro
de Pesquisas Odontológicas São Leopol-
do Mandic, em Campinas. Desde 2012
realiza cursos na área de Harmonização
Facial e, com a liberação do Conselho
Federal de Odontologia para esta área, se
especializou também. Além de diretora
do Hospital Implar, é também responsável
pelas áreas de cirurgia, implantodontia e
Harmonização Facial.
Polivalente, atua professora de cur-
sos de Mestrado, é detentora de patentes
odontológicas, palestrante e organizado-
ra de eventos odontológicos. É membro
do Lide Mulher, da Sociedade Pesquisa
Odonto, da Academia Americana de
Osseointegração, Membro da Associa-
ção Brasileira de Odontologia do Sono
e Membro Digital Dentistry Society. Foi
Premiada como empreendedora mineira
2020. Um currículo admirável para uma
profissional tão jovem.
Ela recebeu a reportagem da MÍDIA
para contar um pouco de sua história, de
sua infância e de seus desafios enquan-
to mulher, esposa, mãe e profissional.
Confira.
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COMO FOI SUA INFÂNCIA?
Sou filha de dentistas. Minha infância foi
dentro de consultórios odontológicos. Sem-
pre gostei de ver meus pais trabalhando e, nas
férias, ficava dentro do laboratório de prótese
que meu pai tinha com um parceiro. Ao lado
do consultório dele, ficava brincando com
os produtos odontológicos. Aprendi todos
os fundamentos protéticos brincando. Fazia
sapatos para a Barbie, fazendo bicos para bo-
necas de resina acrílica e personalizava como
se estivesse fazendo aparelhos ortodônticos
coloridos. Minha Barbie era a única a ter os
sapatos transparentes como a cinderela! A
criatividade era o item mais importante a
ser explorado. Agradeço muito a minha mãe
por ter incentivado essa criatividade que faz
a diferença até os dias de hoje.
Frequentava os congressos de odonto-
logia com meus pais e isso foi um fator muito
facilitador para minha graduação, pois os
termos técnicos e as informações já estavam
guardadas em algum lugar do cérebro. Tinha
apenas 12 anos quando ganhei meu primeiro
certificado no maior congresso de odontolo-
gia. Fui inscrita oficialmente no evento como
Técnica em Higiene Bucal e, para mim, aquele
certificado teve um valor imenso.
Desde os 9 anos comecei ter uma res-
ponsabilidade maior dentro do consultório
do meu pai. Eu era a secretária dele. Me
sentia muito útil e importante pelo título que
tinha. Receber meu salário era algo muito
maravilhoso! Tudo poderia ser diferente e
eu não saber o valor das coisas. Aprendi a
valorizar o trabalho dos meus pais e que nada
caía do céu.
Hoje, acredito ser um grande erro os
filhos não poderem ajudar seus pais em um
comércio ou no negócio da família! Acredito
muito que as crianças precisam ter seus
momentos de brincar sim, mas precisam
aprender que têm deveres também, res-
ponsabilidades e que se trabalharem irão
conquistar tudo que desejarem.
Quando recebi meu primeiro salário, fui
comprar um urso gigante da marca Giovanna
Baby, que era o sonho de consumo. Vi que
precisei trabalhar o mês todo para poder
comprar apenas uma única coisa que eu so-
nhava. Esse fato me fez valorizar os presentes
que meus pais me davam.
COM QUANTOS ANOS PERCEBEU
SUA VOCAÇÃO PARA A ÁREA?
Eu sempre tive muita habilidade manual
e minha mãe sempre me incentivou muito.
Acabei desenvolvendo uma habilidade
manual muito aguçada. Aprendi pintura
desde cedo, fazia cursos de desenho, aulas
de artesanatos, crochê, tricô, corte e costura.
Fazia tudo com muito capricho. Acredito que
esse incentivo foi o maior facilitador para o
sucesso da minha profissão que depende das
mãos e do capricho.
Além de amar trabalhos manuais, sem-
pre gostei de cuidar das pessoas e esse dom
eu acredito que também foi muito trabalhado
nessa fase de convívio com os clientes dos
meus pais. Eles sempre foram muito huma
-
nos e sempre respeitaram as pessoas. Acredi-
to que também seja um dos maiores pontos
positivos para eu ter escolhido a profissão.
QUAL A INFLUÊNCIA DE SUA MÃE NA
SUA DECISÃO PROFISSIONAL?
Acredito que por minha mãe, Clarice
Ávila, e meu pai, José Nivaldo Ávila, amarem
a profissão, acabaram passando essa paixão
para nós - para mim, minha irmã Viviane e
para o meu irmão Ricardo. Acabou nos des
-
pertando para uma profissão maravilhosa!
Todos nós passamos pela clínica para ajudar,
pois sempre trabalharam muito e, como
éramos pequenos, foi uma forma de manter
a proximidade da família e uma forma de
valorizarmos tudo que eles conquistavam.
Minha mãe nunca nos obrigou a seguir a
carreira, mas acredito que a paixão deles foi
repassada para nós.
Quando eu tinha 12 anos meu pai, que
era uma pessoa exemplar, extremamente
ativo e trabalhador, teve que interromper
sua carreira profissional devido a um aci-
dente vascular cerebral. Esse fato mudou
bastante o rumo de toda nossa família. Mas
como minha mãe também era da mesma
área profissional, acabou assumindo tudo
e todos, mas claro, com a ajuda dos filhos
que já estavam inseridos no sistema. Foram
anos bastante turbulentos mas a união da
família se manteve devido a garra e força de
minha mãe.
Um ano e meio depois meu pai veio a
falecer. Eu perdi ali o meu maior ídolo. Ele
sempre foi uma grande inspiração profissio
-
nal e pessoal também. Mas a vida seguiu e
minha mãe deu conta de tudo novamente.
Quando chegou a época de vestibular
fiquei em dúvida entre Medicina e Odonto-
logia. Mas, bastou uma semana dentro de
um hospital da Unesp em Botucatu com
minha prima médica, para eu decidir prestar
o vestibular apenas para Odontologia. Foi a
melhor decisão que tomei!
DURANTE SUA FORMAÇÃO, QUAL
ÁREA DO CURSO MAIS CHAMAVA SUA
ATENÇÃO? POR QUÊ?
Durante o curso de graduação eu par-
ticipei de várias comissões organizadoras
de eventos. Sempre participei das diretorias
de eventos, me destaquei bastante na área
estética e cirúrgica. Fiz vários cursos durante
a graduação de atualização em dentística
restauradora estética e de cirurgias avan-
çadas. Participei de todos os eventos com
os melhores palestrantes brasileiros e tinha
certeza que um dia me tornaria uma dessas
pessoas referências na odontologia.
Me lembro de todos os finais de sema-
nas que retornava de Ribeirão Preto para
Poços e ajudava minha mãe no consultório a
atender as crianças carentes da Casa do Me-
nor. Eu atendia com o maior amor do mundo.
Durante as minhas férias também me dedica-
va ao atendimento de pessoas carentes. Era
um trabalho que meu pai sempre fez: cuidar
das crianças abandonadas.
APÓS A CONCLUSÃO, QUAIS FORAM
OS SEUS PRIMEIROS DESAFIOS?
Assim que me formei sabia que preci-
sava bater asas! Comprei o melhor equipa-
mento odontológico que existia no mercado
e eu mesma paguei com meu trabalho. Essa
sensação de independência me deixava ainda
mais feliz!
No mesmo ano que me formei, prestei
uma prova de mestrado para saber como era
e, para minha surpresa, fui selecionada para
uma das 2 vagas! Que felicidade! Não poderia
imaginar que passaria nessa prova, pois sem-
pre ouvia dizer da dificuldade! Enfim, estava
eu recém-formada e cursando Mestrado.
Como cresci profissionalmente nessa fase!
Foi um esforço muito grande para dar conta
da agenda lotada, estudar, fazer seminários
e viajar toda semana - pois o curso eram 3
dias consecutivos. Mas valeu muito a pena.
AO LADO DO ESPOSO, DR. SÉRGIO
DIAS, COMPÔS UMA DUPLA QUE DEU
CERTO NO AMOR E NA CARREIRA. QUAN
DO E COMO COMEÇOU ESSA RELAÇÃO?
Conheci o Sérgio, uma pessoa ímpar,
que era meu professor do mestrado. Possui
uma inteligência que nunca havia encontrado
em ninguém. Decidi me casar, pois seria meu
complemento! Tinha certeza que nossa união
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"Sérgio é uma pessoa ímpar, de
uma inteligência que nunca havia
encontrado em ninguém. Tinha certeza
que nossa união seria algo muito além
de um casal. Tinha certeza que estaria
com uma pessoa para somar em tudo."
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seria algo muito além de um casal! Tinha
certeza que estaria com uma pessoa para
somar em tudo.
Defendi o Mestrado e já estava prestan-
do a outra prova: doutorado da USP Ribeirão
Preto. Algo que nem imaginava atingir, mas o
Sérgio, com toda sua paciência me conven-
ceu que eu teria que tentar prestar a prova.
Meus concorrentes nada mais eram que meus
professores de graduação. Profissionais admi-
ráveis, bem sucedidos e com uma produção
científica magnífica. Decidi desmarcar meus
clientes e ficar uma semana inteira trancada
dentro de um hotel estudando. Era muita
coisa para estudar: simplesmente todas as
áreas da odontologia, pois o doutorado seria
em Reabilitação Oral.
Prestei a prova e, para minha surpresa,
estava dentro do tão sonhado e inatingível
doutorado na USP ao lado dos maiores nomes
da odontologia. Era muito para uma menina
de 23 anos, mas tudo isso não me intimidou.
Nessa época também nasceu o IMPLAR.
Era a união dos consultórios de Gisseli e
Sérgio. Sabíamos que os dois dariam o me-
lhor para transformar a vida dos clientes
então, além de nos dedicar plenamente à
profissão, começamos a nos dedicar na área
administrativa e de gestão. Foram inúmeros
cursos e muito estudo nesse segmento - mas
sabíamos que o céu era o limite.
A IDEALIZAÇÃO DO PRIMEIRO HOS
PITAL ODONTOLÓGICO EM MINAS GERAIS
FOI DETALHADAMENTE ESTUDADA. CON
TENOS COMO FOI ESSE PLANEJAMENTO.
A nossa força de vontade e a dedicação
constante e nosso trabalho foram determi-
nantes para vislumbrar onde o IMPLAR iria
chegar. Tivemos sempre um respeito muito
grande por nossa equipe, pois sabíamos que
precisávamos da dedicação de todos. Somos
muito privilegiados por termos encontrado
muitas pessoas boas nessa nossa trajetória,
pessoas que vestiram a camisa conosco.
O IMPLAR já estava pequeno. Tínhamos
3 unidades em Poços de Caldas mas sentí-
amos a necessidade de ser mais. Iniciamos
uma obra de 2 mil metros quadrados para
conseguir a unificação estas unidades. Me
dediquei muito nesta obra. Estudei muito.
Comprava materiais de construção durante
as viagens que fazia para a conclusão do
doutorado em Ribeirão Preto e finalização
da especialização em implantodontia, que
também estava cursando em Campinas. Fre-
quentava eventos de arquitetura e estudava
as normas para a implantação do primeiro
hospital odontológico do Estado. Hoje, re-
lembrando desses tempos, fico refletindo e
agradecendo por tudo que aconteceu, por
todos que ajudaram e outros que tentaram
atrapalhar nossos sonhos. Realmente, desistir
seria o caminho mais fácil. Mas acredito muito
no propósito que o casal parceiro tem. Sem-
pre tivemos o apoio um do outro em todas as
decisões. Sabemos que sempre chegaremos
onde quisermos, com muito respeito e sem
passar por sobre ninguém.
COM UMA ESTRUTURA ADMIRÁVEL,
FALTAVA A COMPOSIÇÃO HUMANA.
COMO FORMOU TÃO COMPETENTE
EQUIPE?
Sempre valorizamos muito nossa equi
-
pe. Sem esse respeito e parceria, jamais che-
garíamos onde queríamos, ainda mais que
além do Implar, tínhamos outros negócios em
andamento e precisávamos de muita gente
competente. Formamos e capacitamos muita
gente boa! Sabíamos que o maior investimen-
to seria formar essas pessoas como precisá-
vamos. Hoje, agradecemos muito a Deus por
permitir que tanta gente boa chegue até nós.
Acreditamos muito na lei da atração - que os
bons atraem pessoas boas.
QUAL A ESTRUTURA E QUAIS ÁREAS
O HOSPITAL ESTÁ APTO A ATENDER?
O hospital odontológico IMPLAR tem
sua estrutura focada nos conceitos inovado-
res da odontologia digital. Sendo assim, está
apto a fazer atendimentos nas diversas áreas
da odontologia. Existe um foco principal: o
tratamento em tempo reduzido. Para isso,
utilizamos os mais inovadores conceitos e
equipamentos interligados dentro de um
conceito que utiliza a inteligência artificial no
comando das ações. O hospital odontológico
IMPLAR é extremamente especializado no
atendimento de resoluções complexas. Os
seus conceitos cirúrgicos foram construídos
e são executados utilizando também essa
metodologia digital que permite que as
cirurgias, além de serem feitas em tempos
reduzidos, sejam guiadas por computadores
utilizando, para isso, os novos conceitos da
odontologia robótica.
RECONHECIDO EM TODO O BRASIL,
AGORA ATENDE PACIENTES DE OUTROS
PAÍSES. COMO VOCÊ ANALISA ISSO?
O IMPLAR iniciou sua atividade na ci
-
dade de Poços de Caldas e, em um período
bastante curto, tornou-se conhecido não só
no Brasil mas também no exterior. Essa rapi-
dez na divulgação do hospital odontológico
IMPLAR está pautado em dois pilares que
consideramos extremamente importantes. O
principal deles é o resultado, ou seja, aquilo
que se entrega ao cliente. O segundo é estar
sempre a frente em termos de recursos tecno-
lógicos. Então, a união destes dois recursos de
se entregar um resultado de excelência e estar
sempre a frente nos conceitos tecnológicos
fizeram com que hoje o Implar seja referên-
cia, não somente na odontologia local, mas
nacional e internacional. Assim, recebemos
clientes tanto dos Estados Unidos e Canadá,
quanto de diversos países da Europa por, jus-
tamente, atuar e acreditar nesses dois pilares
SABESE QUE O OLHAR FEMININO É
O GRANDE DIFERENCIAL EM QUALQUER
PROJETO. ONDE ESTÁ O OLHAR DE GISSE
LI NO PLANEJAMENTO IMPLAR?
Sempre fui muito crítica, extremamen-
te exigente e detalhista. A equipe sempre
soube dessas minhas características, mas
em contrapartida, sempre fiz o possível e o
impossível por todos. Hoje estamos em uma
fase de total equilíbrio onde já atingimos a
maioridade e a equipe caminha sozinha. Mas,
mesmo assim, continuo presente em todos
os detalhes e no que mais gosto de fazer:
atender os clientes, realizar as cirurgias e os
atendimentos de harmonização facial, além
de desenvolver protocolos robóticos para a
cirurgia odontológica.
Tenho me dedicado bastante em alguns
novos projetos para o crescimento do Implar
e para a transferência do nosso know-how. Te -
remos um ano de muitas novidades, Acabei
de defender meu segundo Doutorado em
Implantodontia no qual obtivemos 2 patentes
de novos materiais para a odontologia - ma-
teriais promissores para a odontologia digital.
SUA FORMAÇÃO É ALGO PECULIAR E
UMA CHANCELA RARA NO MEIO ODON
TOLÓGICO. FALENOS DA IMPORTÂNCIA
DA ATUALIZAÇÃO EDUCACIONAL.
Com relação a minha formação, eu
acredito que não é possível realizar nenhum
tipo de trabalho, independente da profissão,
se você não sabe o que fazer. Para saber
realmente o que vai fazer é necessário duas
etapas: aquisição do conhecimento e colocar
o conhecimento em prática. Somente assim
é possível atestar se os resultados serão po-
sitivos ou negativos.
Acreditando nisso eu fiz um grande
investimento na minha formação. Percebi
rapidamente que somente meu curso de
graduação não era o suficiente para atingir
"Agradecemos muito
a Deus por permitir
que tanta gente
boa chegue até nós.
Acreditamos muito
na lei da atração -
que os bons atraem
pessoas boas"
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"Entregar um resultado de excelência
e estar sempre a frente nos conceitos
tecnológicos fazem com que hoje o
Implar seja referência, não somente
na odontologia local, mas nacional
e internacional também."
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meus objetivos. Por isso, optei em fazer duas
especializações. Me tornei mestre, para que
eu desenvolvesse a capacidade de transmi
-
tir o conhecimento, ensinar. Chegando no
doutorado, percebi que além da capacidade
de transmitir conhecimento, eu tinha a capa
-
cidade de produzir conhecimento. Quando
fiz meu primeiro doutoramento vi isso com
clareza e, a partir daí, fui atrás de desenvolver
produtos e gerar conhecimento científico.
Acreditando no conceito básico do ser mestre,
que é fazer a transmissão desse conceito, acre
-
dito também que o pós-doutoramento me
abriu horizontes para além da área da odon-
tologia e acreditar em novas tecnologias.
Mesmo depois de ter chegado ao pós
-
-doutorado, percebi que poderia fazer um
novo doutorado mais focado no segmento
que é minha principal área de atuação: a
implantodontia. Nesse sentido, realizei mais
um doutoramento, porém, com uma expe-
riência profissional bastante madura que me
proporcionou a chegar na produção de duas
patentes com ligação direta com a odon
-
tologia. Defendi essa tese, inclusive, com o
artigo publicado em uma importante revista
internacional.
COMO ANALISA A PRESENÇA DA
MULHER NA ODONTOLOGIA BRASILEIRA.
NO QUE ELA SE DESTACA?
Eu vejo a presença maciça da mulher
brasileira dentro das universidades e na
pós-graduação. Porém, muito restritas no
mercado de trabalho como empreendedoras.
Acredito que as mulheres precisam se encora-
jar mais para saírem ao mercado de trabalho.
Precisam acreditar mais nos seus potenciais e
planejar melhor a maternidade. Hoje enxergo
que as prioridades mudam totalmente quan-
do temos filhos e, para empreender, temos
que mergulhar de corpo e alma nos negócios.
QUAIS SÃO AS PERSONALIDADES
FEMININAS ADMIRADAS POR GISSELI
ÁVILA?
Leonor Henriqueta Alvarez dos Santos
(primeira dentista brasileira - 1878), Clarice
Ávila (minha mãe e dentista), Luiza Helena
Trajano (Magazine Luiza), Rosana Marques
(Ouseuse), Angela Merkel (Chanceler da Ale
-
manha desde 2005), Tarsila do Amaral (Artista
icônica brasileira), Janete Vaz e Sandra Costa
(Laboratórios Sabin), Cristina Junqueira (Co
-
-Fundadora Nubank), Valentina Tereshkova
(Primeira mulher a ir ao espaço - 1937), Marie
Curie (Cientista Vencedora de dois prêmios
Nobel), Renata Vichi (CEO da Kopenhagen),
Mayana Zatz - (Geneticista).
SE PUDESSE RESUMIR SUA CARREI
RA EM UMA FRASE, QUAL SERIA?
Vou parafrasear Amélia Earhart, mulher
Pioneira na aviação dos Estados Unidos:
"você pode fazer qualquer coisa que decidir
fazer. Você pode realizar qualquer mudança e
assumir o controle da sua vida. Esse é o proces
-
so, e viver esse processo será a sua verdadeira
recompensa".
"Nossos conceitos
cirúrgicos foram
construídos e são
executados utilizando
metodologia digital
que permite que as
cirurgias, além de
serem feitas em tempos
reduzidos, sejam guiadas
por computadores
e utilizando os
novos conceitos da
odontologia robótica".
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A
nimais necessi-
tam de proteção
e cuidados por
representarem,
assim como os humanos, vidas
criadas por Deus. Eles são seres
que sentem dores, a angústia de
um abandono, precisam de amor
e sabem doar amor de forma
incondicional.
Calcadas neste conceito,
duas irmãs, Marcia e Elaine Ca-
licchio, passaram a se dedicar
assiduamente a resgatar animais
desamparados lhes dando todos
os atendimentos até que possam
encontrar alguém que os adote.
Assim, surgiu a AMA GUAXUPÉ
(Associação Amigos dos Animais),
instituição voltada unicamente
ao amparo aos animais de rua que
tem contado com a colaboração
de alguns poucos moradores da
cidade.
A casa dos avós paternos, lo-
cal com um vasto terreno, sempre
havia vários animais, tais como:
cachorros, tartarugas, papagaios,
coelhos, cavalo, entre outros.
Todos os membros da família
sempre amaram muitos esses
animais e até hoje criam cada
qual seus cachorros. Com o casa-
mento do pai, o saudoso Bisão,
Maria Lucinda, a mãe de Marcia
e Elaine que não era acostumada
a conviver com bichinhos, não
permitia que as filhas tivessem
algum. E elas queriam muito
um cachorrinho e, após muita
insistência, foi-lhes permitido que
adquirissem um de raça pura. Até
então, as meninas não avaliavam
o que era o sofrimento de um
cachorro abandonado. Até que,
em 2003, encontraram Moleka,
uma cachorrinha abandonada e
doente que recolheram, cuida-
ram e adotaram. E após 17 anos,
Moleka ainda vive sendo muito
amada por toda a família e ins-
pirando o trabalho de Marcia e
Elaine no amparo aos animais que
sofrem pelas ruas de Guaxupé. E
a mãe é hoje uma das maiores
colaboradoras das filhas nesta
nobre causa.
Essa linda história, que está
sendo escrita com sacrifício pelas
CONHEÇA A AMA, A ASSOCIAÇÃO
AMIGOS DOS ANIMAIS DE GUAXUPÉ
socorristas, hoje é tema desta
coluna. Marcia Calicchio nos narra
mais detalhadamente a impor-
tância de se dar mais atenção ao
sofrimento de seres inocentes
que nada mais pedem aos seres
humanos além de amor... pura-
mente amor. E em troca só nos
dão amor... puramente o amor.
QUANDO DEU INÍCIO AS
ATIVIDADES DE VOCÊS COMO
PROTETORAS DE ANIMAIS?
Em 2003, apareceu uma
cachorrinha muito debilitada e
cheia de carrapatos no trabalho
da Elaine. Nós a levamos ao vete-
rinário para que tomasse banho
e passasse por uma consulta. Em
seguida, ela permaneceu na clíni-
ca para que fosse adotada. Mas ao
chegar finais de semana, a clínica
fechava e ela continuava lá. Foi
quando decidimos trazê-la para
casa onde permanece até hoje. E
foi ela que nos despertou para as
necessidades dos animais aban-
donados. O nome dela é Moleka
e já está com 17 anos de idade.
ESTE FOI O PRIMEIRO
TRABALHO DE VOCÊS NESTE
SEGMENTO?
Não. Nós já fazíamos tra-
balho voluntário em outra as-
sociação. Só que, com o tempo,
sentimos necessidade de traba-
lharmos com novas ideias como,
por exemplo: Nós mantemos o
animal abandonado em lar tem
-
porário até que ele seja adotado.
Isso porque, para que ele não
tenha a sensação de um segundo
abandono. Fazemos a vermifu-
gação, vacinação, castração e
medicamentos para prevenção
de carrapatos. Enfim, entregamos
o animal para adoção totalmente
pronto.
SEGUNDO ESTATÍSTICAS,
HÁ NO BRASIL MILHÕES DE
ANIMAIS ABANDONADOS.
COMO PODERIA SE EVITAR OU
PELO MENOS AMENIZAR ESSA
TRISTE SITUAÇÃO? A RUA É
CRUEL PARA OS BICHINHO,
MUITOS ATIVERAM UM LAR
UM DIA E ACREDITARAM QUE
ERAM AMADOS. PORÉM, DE
UM MOMENTO PARA O OU-
TROS FORAM JOGADOS FORA
FICANDO A MERCÊ DA FOME,
DO FRIO, DOS ATROPELAMEN-
TOS, DOS ESPANCAMENTOS E
ATÉ DOS ENVENENAMENTOS.
Isso vale muito a pena res-
saltar. Observamos que, as pes-
soas em geral não procuram fazer
cada qual a sua parte. Sempre
existe um meio de colaborar.
Você, por exemplo Rosângela,
que nem em Guaxupé mora,
juntamente com o Ricardo Dias,
estão nos ajudando por meio
desta entrevista para que possa-
mos explicar e propagar melhor
nosso trabalho e ganharmos
adeptos nos cuidados com os
animais da cidade. Então, não
existe quem não possa ajudar a
causa de alguma forma, nem que
seja a doação de uma pequena
peça de decoração para a Feira da
Pechincha, ou nos ajudar no reco-
lhimento de prendas, entre outras
atitudes. Porém, muitos nos
encontram nas ruas, dão-nos um
tapinha nas costas dizendo: “No
que precisar de mim pode con-
tar com minha ajuda. Porém, na
primeira vez em que solicitamos
alguma coisa, a resposta é sempre
a mesma: Agora não posso. Sem-
pre há uma desculpa. A maioria
acha que, só o fato de pegar
um telefone e nos ligar pedindo
resgate de algum animal, isso já
é o suficiente como colaboração.
Mas ligar é muito fácil. As pessoas
precisam é colocar realmente
a mão na massa. Notamos que
há muita acomodação e, muitas
vezes, estamos trabalhando e
dizemos a quem nos ligou: “Pode-
mos autorizar o atendimento do
veterinário e depois acertamos
com ele, mas você poderia levar
ROSÂNGELA FELIPPE
25
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
o animal até à clínica? Ligaremos
para lá e avisado que é com a nos
-
sa permissão. Eis que as respostas
são decepcionantes: “Estou com
pressa. Não irei colocar o animal
dentro do meu carro. Portanto,
muitas pessoas não querem mes-
mo fazer nada. Querem apenas o
‘venha a mim.
VOCÊS RECEBEM APOIO
DE ALGUM ÓRGÃO GOVERNA-
MENTAL PARA A MANUTENÇÃO
DA AMA?
Não temos esse apoio. A
nossa renda vem de doações
de mensalistas que totaliza em
torno de R$ 1.100,00 (um mil e
cem reais) ao mês. A arrecadação
é feita da seguinte forma: Mante-
mos cofres em pontos comerciais
que tem rendido uma média de
somente 13 a 20 reais cada um
no decorrer de meses. Como ar-
recadamos muito pouco com os
cofres, fazemos a ‘Feira da Pechin-
cha a cada três ou quatro meses.
Além da feira, temos os produtos
da Ama como: chaveiros, postais,
adesivos, travesseiros e mantas.
Porém, são recursos também
que não rendem o suficiente para
todas as necessidades de socorro
aos animais.
COMO SÃO FEITAS AS DO-
ÕES PARA A FEIRA DA PECHI-
NHA E ONDE ELA É REALIZADA?
As feiras são realizadas na
sede do Lions. Toda colaboração
é sempre muito bem-vinda. Não
é apenas dinheiro que nos ajuda a
manter a AMA. Precisamos, muitas
vezes, de um apoio moral, de um
carinho, compreensão pela nossa
luta e respeito. Tem uma pessoa
na cidade que sempre que pode
faz suas doações em dinheiro ou
com ração. Várias vezes ela coloca
junto às doações um cartãozinho
com palavras carinhosas. Isso nos
emociona muito e chegamos até
a chorar quando lemos suas men-
sagens. Então, toda oferta é válida,
inclusive o apoio psicológico nos
momentos em que nos sentimos
desanimadas uma vez que, a luta
que enfrentamos não é nada fácil.
Ouvir de alguém que nos fala com
amor: “Não se desanimem. Esse
momento difícil vai passar”. Isso
para nós é muito valoroso e nos
fortalece para continuarmos.
EXPLIQUE COMO É O ES
-
QUEMA DOS COFRINHOS PARA
ARRECADAÇÕES.
São cofres no verdadeiro
sentido da palavra. Estamos sem-
pre divulgando em nossa página
do facebook os locais onde eles
se encontram expostos para que
as pessoas possam colaborar
com o que puder. Eles ficam em
estabelecimentos comerciais de
forma bem visível.
E COMO ATUAM OS MEN
-
SALISTAS?
O que chamamos de men
-
salistas são aqueles que entram
em contato conosco dizendo
que naquele mês poderão doar
uma determinada quantia em di
-
nheiro e marcam horário para que
possamos recolher a doação em
suas casas ou estabelecimentos
de trabalho.
QUAIS OUTRAS DIFICUL-
DADES QUE VOCÊS ENFREN-
TAM?
Na verdade, as dificuldades
são inúmeras. Além do pouco
dinheiro, falta tempo, voluntários
e um local para abrigar os animais
em recuperação para adoções.
ENFATIZE, ENTÃO, O ÍTEM
PRIMORDIAL ENTRE AS DIFI
-
CULDADES DESTE TRABALHO.
O pior de tudo é a falta do
local para abrigar os bichinhos
até a adoção. Isso porque, quan
-
to ao dinheiro, ao recolhermos
um animal, deixamos as dívidas
de atendimentos veterinários
marcadas e, mesmo muitas vezes
com atraso, nunca deixamos de
pagá-las corretamente. Porém,
o fato de não termos o local é o
que torna nosso trabalho mais
dificultoso. Isso porque, mesmo
arranjando meios de atender o
animal, nem sempre temos onde
alojá-lo para que ele se recupere
para ser adotado. Estamos cons
-
tantemente apreensivas com essa
questão.
O QUE DE PIOR VOCÊS TÊM
OBSERVADO NESTA AÇÃO DE
RESGATE?
Por tudo o que nós temos
visto diante desse nosso trabalho,
percebemos que o ser humano
passou de todos os limites. Muitas
pessoas demonstram terem per
-
dido totalmente a sensibilidade
e até a educação. Há aquelas que
não dão a menor importância
à causa animal e não se mobili
-
zam, de modo algum, quando se
deparam com um animal na rua
precisando de socorro. Apenas
passam e olham com certo des-
caso permitindo que o animal
permaneça jogado no chão em
sofrimento.
HÁ SUSPEITAS DE QUE,
ALÉM DE MORADORES DA PRÓ
-
PRIA CIDADE, HÁ PESSOAS DE
MUNICÍPIOS VIZINHOS QUE SE
DESLOCAM ATÉ GUAXUPÉ PARA
ABANDONAR SEUS ANIMAIS
PARA QUE ELES NÃO ENCON-
TREM MAIS O CAMINHO DE
SUAS CASAS. ISSO PROCEDE?
Existem sim comentários a
esse respeito, porém, ainda não
há provas. A suspeita acontece
diante da quantidade absurda
de animais que aparecem diaria
-
mente abandonados em pontos
estratégicos da cidade, tais como:
bairro Ouro Verde (próximo ao
anel viário) e ao bairro Bela Vista
(próximo a BR 491). E o fato vem
ocorrendo com muita frequência.
COMO VOCÊS AVALIAM AS
LEIS ATUAIS DE PROTEÇÃO AOS
ANIMAIS?
As leis existem e estão me
-
lhorando a cada dia. A quantidade
de protetores vem aumentando
consideravelmente e eles lutam
muito para fazer valer essas leis.
Temos, também, muitos deputa
-
dos engajados na causa animal.
Porém, infelizmente, quando é
feito um B.O., nunca resulta em
nada, ou seja, a lei não é cumpri-
da. Então, aqueles que praticam
os maltratos contra os bichinhos
indefesos, sabem que nunca irão
ser punidos. Isso acaba levando
as pessoas que precisam fazer um
boletim de ocorrência a desisti-
rem da ação, pois, sabem que irão
perder muito tempo na delegacia,
poderão se indispor com vizi
-
Muitas pessoas demonstram terem
perdido totalmente a sensibilidade e
até a educação. Há aquelas que não
dão a menor importância à causa
animal e não se mobilizam, de modo
algum, quando se deparam com um
animal na rua precisando de socorro
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
nhos e conhecidos, e não verão
nenhum resultado favorável aos
animais agredidos. Portanto, é
necessário que realmente a lei
seja seguida à risca. Porque, a
partir do momento em que as
pessoas acusadas começarem
a pagar pelos maltratos, outros
já irão pensar melhor antes de
cometer uma maldade contra os
animais. Sim, as leis têm que ser
melhor aplicadas.
CITE ALGUNS DOS CASOS
DE RESGATE QUE TENHAM LHES
CAUSADO GRANDE COMOÇÃO.
Há um episódio ocorrido
com uma cachorrinha há quase
quatro anos. Ela não tinha nem
dois meses e foi encontrada nas
Chácaras Bom Jardim, debaixo
de chuva, com a boca cheia de
formigas e com uma tábua e uma
pedra em cima. Foi resgatada e
levada ao veterinário. Mas, como
era ainda filhote, o veterinário
acreditava que ela não fosse so-
breviver. Porém, foi feito tudo o
que era necessário, mesmo ela já
estando em estado de coma, uma
vez que, nós sempre tentamos até
o último minuto de vida do ani-
mal. Assim, ela permaneceu inter-
nada. Até que, para a surpresa de
todos, uma semana depois, ela já
estava levantando a cabecinha, foi
melhorando a cada dia e, hoje, ela
está com quase quatro anos. Ficou
uma sequela sim, pois ela anda
muito em círculos. Mas, conhece
bem as pessoas, sabe onde é o
lugar de fazer suas necessidades,
atende aos chamados e, está sob a
guarda da associação até hoje. Foi
um caso que nos fez sofrer muito,
uma vez que o estado em que foi
encontrada nos chocou demais.
Houve, também, outro caso
terrível que ocorreu no ano pas-
sado. Uma cachorra foi enterrada
viva perto do matadouro com
apenas um pedaço da cabeça
para fora da terra. Foi encontrada
por funcionários da prefeitura
que a desenterraram e a levaram
à uma veterinária. Infelizmente,
como se tratava de um caso
gravíssimo, ela não sobreviveu.
Foi crueldade demais enterrar
um animal vivo. Isso para nós foi
demais!
COM TUDO O QUE FAZEM
PARA SALVAR VIDAS DE ANI-
MAIS, VOCÊS SOFREM ALGUM
TIPO DE BOOLING?
Eu não diria exatamente bo-
oling. Mas, as críticas são muitas,
por exemplo: somos chamadas de
loucas; somos criticadas com ter-
mos pesados porque cuidamos de
animais e não de seres humanos.
Enfim, há pessoas que realmente
não respeitam a nossa opção. No
mundo, há pessoas que cuidam
de crianças, outras de idosos e
algumas são engajadas com o
meio ambiente. Porém, os que
se dedicam aos cuidados com
os animais costumam ser larga-
mente criticadas por indivíduos
que realmente não aceitam que
cuidemos deles.
HÁ RESPALDO POR PARTE
DOS VETERINÁRIOS NESTA
AÇÃO DA AMA?
Nós temos sim veterinários
credenciados e o pessoal que faz
os raios x, ultrassom, além dos
pets também credenciados. Por-
tanto, os veterinários nos apoiam
totalmente em todas as ações
além de nos dar um bom descon-
to nas consultas. Porém, acontece
que muitas pessoas acham que os
veterinários trabalham de graça
para a associação e que basta pe-
dirmos atendimento. Se assim for,
como é que eles irão sobreviver?
Com isso, há pessoas que sabem
de animais que precisam de ajuda
e não são se propõem a socorrê-
-los porque acreditam que basta
ligar para nós que a associação
se encarrega de tudo. Julgam,
também, que temos dinheiro
suficiente e não entendem que se
trata de um trabalho voluntário e
que, portanto, não somos remu-
neradas para cuidar dos animais.
Dizem, inclusive, que temos a
obrigação de prestar socorro em
todos os casos, a qualquer horá-
rio, quando, na verdade, somos
apenas voluntários, vivemos com
uma quantia irrisória por mês e
pagamos por todo e qualquer
atendimento, pois, ninguém tra-
balha de graça.
UMA VEZ QUE OS VETE-
RINÁRIOS FAZEM DESCONTOS
NAS CONSULTAS PARA AJUDAR
A CAUSA, VOCÊS CONSEGUEM
TAMBÉM DESCONTOS NO VA-
LOR DOS MEDICAMENTOS?
Não. Em medicamentos não
conseguimos porque isso se torna
muito complicado aos veteriná-
rios. Mas quanto à prestação de
serviços como consultas, exames
de imagens e de laboratórios,
sempre contamos com os des-
contos.
HÁ PEDIDOS DE AJUDA
À ASSOCIAÇÃO POR PARTE DE
DONOS DE ANIMAIS DE ESTI-
MAÇÃO?
Sim. Uma grande quanti-
dade de pessoas nos pede para
atender seus próprios animais de
estimação, sendo que, a associa-
ção é voltada somente para ajudar
animais abandonados. A partir do
momento em que o animal tem
um tutor, ele é o total responsá-
vel pelo animal. Mas, recebemos
muitas reclamações de pessoas
que não querem compreender a
situação. Só fazemos despesas de
um animal que tem tutor quando
sua condição financeira é, de fato,
muito precária, chegando ao esta
-
do de pobreza.
O ÍNDICE DE MORTANDA-
DE DE ANIMAIS EM GUAXUPÉ
CAUSADA POR ENVENENA-
MENTO ALCANÇOU GRANDES
PROPORÇÕES. QUAL A RAZÃO
DE TANTA MALDADE?
É como eu disse acima, o ser
humano passou de todos os limi-
tes da maldade. Nós, como prote-
toras, não conseguimos entender
o que se passa pela cabeça de
uma pessoa que pratica uma ação
como essa. Normalmente, a quan-
tidade de gatos envenenados é
bem maior do que de cachorros.
Isso porque, o gato é um animal
que não se consegue impedir
que saia de casa, pois, ele sobe
no telhado, percorre os quintais
vizinhos, sai pelas ruas e há pes-
soas que se sentem incomodadas
considerando mais fácil matar o
bichinho como se estivesse resol-
vendo um grande problema. Não
entendemos mesmo o que pode
existir dentro do coração de uma
pessoa que mata sem dó um ser
tão inocente. Ao mesmo tempo,
reconhecemos que há seres hu-
manos que não respeitam nem
seus semelhantes. Portanto, como
é que irão respeitar o direito de
viver de um animal?
Para maiores informações e
doações à instituição: 9 8846-4938
28
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
A
Expo Revestir aconteceu
entre os dias 10 ao dia 13
de Março. A feira, que é
considerada o maior even-
to com soluções, novidades e modernida-
de no mercado de arquitetura da América
Latina. Selecionamos os principais desta-
ques da Expo Revestir para você conferir!
REVESTIMENTO EM 3D: Destaca-
ram-se os revestimentos 3D, com ele-
mentos gráficos e formas geométricas,
eles não saem de moda, muito usado nas
fachadas, paredes internas, são sempre
um charme na arquitetura.
BANCADA EM PORCELANATO:
A arquitetura sempre inovando, e está
em alta no mercado são as bancadas de
cozinha e banheiros com porcelanatos,
acabamento em 45º valorizando a peça,
Expo Revestir 2020
29
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
e muitas opções de cores e texturas que
o porcelanato nos proporciona.
CUBA PARA BANHEIRO: Novos lan-
çamentos para cuba de banheiro, algumas
delas, cuba de chão com total sofisticação
no ambiente, cuba de embutir ela faz com
a própria pedra ou com porcelanato, cuba
de encaixe com variedade de formatos.
GRANDES FORMATOS: Porcelana-
to em grandes formatos que chegam a
medir 1,60 x 3,20, com estilos imitando
mármores importados, podendo ter
acabamentos polido, acetinado e natural,
com espessuras finas e tecnologia digital.
CORES E FORMAS: Entre os vários
lançamentos das grandes marcas, vale
destacar os novos ladrilhos decorativos
que é a ultima tendência no mercado, as
cores rosa, amarelo, azul, verde, vem com
muita delicadeza.
30
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
Rosângela Felippe
entrevista
As árvores, as flores, os pássaros, os rios,
os animais, as pessoas… tudo isso é parte da
natureza. Cuidando do meio ambiente ao
seu redor, você estará ajudando a si mesmo.
(Jen Green, escritora britânica) - Esta frase
traduz a dedicação de um dos homens mais
voltados à preservação da vegetação e das
águas da região de Guaxupé: Sr. Domingos,
ou, o Dominguinhos como é chamado pelos
seus familiares. Mas, para os moradores da
cidade, ele se tornou conhecido como ‘Zé do
Óleo ou Anjo dos Rios’.
Nascido na fazenda Barra Velha, no
município de Guaxupé, seu contato com a
natureza começou ainda na infância quando
ajudava o pai a plantar, a cuidar e a colher.
Filho de Sr. José Beltrão e de Dona Maria
Eunicia da Silva, Sr. Domingos deixou o meio
rural aos 11 anos de idade, em 1981, para
morar em Guaxupé, na Rua Maria Antonieta
Ricciard. Cursou o primário no Grupo Escolar
DOMINGOS AUGUSTO
BELTRÃO, O ANJO DOS RIOS
Barão de Guaxupé.
Com o tempo, conheceu e se casou com
Dona Edna da Silva Beltaro com quem teve um
casal de filhos: Gustavo Augusto e Bruna Cristi-
na. É, também, avô de Murilo, seu único neto.
Em 2010, visitou uma nascente em uma
fazenda nos arredores de Guaxupé e ficou sur-
preso ao perceber que a mesma havia secado
devido ao desmatamento para desocupar
espaço para o plantio de cana de açúcar. O rio,
por sua vez, apresentava baixo nível de água e
estava visivelmente poluído. Foi quando sentiu
que os rios, da mesma forma que os homens,
também precisam de um anjo para protegê-
-los. Assim, nasceu o Anjo dos Rios’ que, com
o tempo, deu origem à Associação Anjo dos
Rios Preservação Ambiental’. Dia a dia, com
a colaboração de voluntários, essa iniciativa
vem auxiliando e defendendo rios e nascentes
como um socorro à vida da natureza.
Além de cuidar das matas ciliares, fun-
damentais para o equilíbrio ecológico, Sr. Do-
mingos se dedica à coleta de óleo de cozinha
usado evitando, assim, que o material atinja
o leito dos rios provocando a degradação das
águas e a morte dos peixes. Além do óleo, ele
recolhe garrafas pet e recipientes de vidro va-
zios como forma de poupar o meio ambiente
da danificação.
Nesta entrevista, ele detalha seu papel
como defensor do meio ambiente, as dificul-
dades que enfrenta para desempenhar esta
ação, sua incansável persistência pelo bem da
natureza e sobre a necessidade de maior apoio
por parte da população para que sua batalha
possa continuar.
VOCÊ NASCEU NO MEIO RURAL ONDE,
DESDE CRIANÇA, PASSOU A TRABALHAR NA
TERRA. FALE UM POUCO SOBRE ESSA FASE
DE SUA VIDA.
Bem, sobre minha infância é a tal história:
31
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
“Eu era feliz e não sabia. Mas algo me aconte-
ceu, que nem sei lhe dizer se foi ‘felizmente ou
‘infelizmente’: Aos sete anos de idade, comecei
a frequentar a escola primária e a professora
me colocava, juntamente com outro aluno,
para cuidar da horta de verduras. Isso ocupa-
va muito o nosso tempo. Tanto é que, ambos
estudamos durante três anos na mesma série
sem conseguirmos passar de ano.
Após as aulas, eu voltava para a casa
onde morava com a família na colônia da fa-
zenda (Fazenda Barra Velha). Lá, meu pai tinha
uma área que o fazendeiro cedia aos colonos
para plantarem o que queriam e ele realizava
muitas plantações de milho. Sendo assim, um
irmão meu e eu chegávamos da escola e íamos
direto trabalhar na roça. Na época, apesar da
pouca idade, já arcava com a responsabilidade
de cuidar do milharal.
Naquela ocasião, lembro-me que meu
pai sempre me prometia: “Neste ano, quando
colhermos o milho, vou dar uma bicicleta a
você. E a promessa se repetiu durante muitos
anos sem que ele pudesse cumpri-la, pois, a
família era numerosa e vivíamos sempre muito
apertados financeiramente.
Mas foi em meu pai que eu me espelhei
devido à sua honestidade, sempre muito
trabalhador e nos ensinando a nunca mexer
no que pertence aos outros e que devemos
conquistar tudo com trabalho.
PODE-SE DIZER, ENTÃO, QUE O SEU
PAI, O SR. JOSÉ, FOI O SEU MODELO DE
CIDADÃO?
Sim, ele me serviu de exemplo. Porém,
na faixa dos 17 anos, surgiu outro referencial
em minha vida que foi o Jarbinhas. Ele era tão
moço e já tinha um Opala, que era o carro dos
meus sonhos. Eu morava no final da Avenida
Conde Ribeiro do Valle e ele passava por lá
fazendo o motor do carro roncar. Para mim,
um jovem sonhador que era, deixava-me levar
por aquela atitude além de pensar: “Poxa, um
rapaz tão novo e já é um empresário”. Inspirado
nele, eu me esforcei para comprar meu Opala
e consegui, mas queria muito mais! Queria ser
um homem bem sucedido igual a ele. Só que
o Jarbinhas se tornou um mega empresário,
enquanto que eu, continuo vivendo dentro de
minha condição simples. Mas está tudo muito
bom, pois dá para viver.
HOJE VOCÊ TEM OUTROS SONHOS
NA VIDA?
Já faz algum tempo que o meu maior so-
nho é o de poder adquirir um sítio. Não preci-
saria ser nada muito grande, quanto muito, uns
dois alqueires. Ou seja, um espaço para eu ter
meu pomar, a minha horta, as minhas galinhas
caipiras, um poço para criar peixes. A horta eu
sonho em plantar produtos orgânicos, tudo
bem saudável. E neste espaço, construir meu
viveiro de mudas de árvores, pois, aqui onde
hoje eu as produzo, a água contém cloro e isso
não é muito bom para elas.
Contudo, às vezes penso que esse sonho
também não poderá ser realizado. Com o
tempo, vai me parecendo cada vez mais difícil
de alcançar.
FOI A VIDA NA ROÇA QUE LHE DESPER-
TOU O AMOR PELA NATUREZA?
Durante o tempo em que moramos na
fazenda, meu pai, entre outras atividades,
fazia serviços de jardinagem e eu o ajudava
nesta tarefa também. Assim, aprendi a plantar
árvores ajudando, além de cuidar dos jardins,
a formar um grande pomar. Foi como nasceu
meu gosto pela natureza.
Morar e trabalhar na roça levou-me a
conviver com as nascentes de águas limpas.
E hoje, vendo as nascentes tão comprometi-
das, isso me preocupa muito. Lembro-me de
ter nadado muito em rios e açudes de águas
limpinhas. Essas lembranças me motivam a
lutar pela preservação dos rios, córregos e
nascentes.
COMO ESTÁ ESTRUTURADA A ASSO-
CIAÇÃO ANJO DOS RIOS’?
É uma associação devidamente registra-
da e composta por: presidente (atualmente é o
Fábio Aparecido Eugênio), secretário e tesou-
reiro. Mas há os voluntários que nos auxiliam
sem que sejam, necessariamente, membros
da associação.
PRESERVAR O MEIO AMBIENTE PARA
VOCÊ TORNOU-SE PROFISSÃO?
Para mim, cuidar da natureza não é
profissão, e sim devoção e amor à natureza.
Considero profissão o trabalho que fazia no
passado em construções civis como pedreiro.
Atualmente, o meu ganha pão é o ramo de
funilaria e pintura restaurando carros antigos.
Tanto é que, estou com um projeto que não
deve ficar limitado a Guaxupé, mas que atue
em todos os municípios que quiserem aderir
à idéia. Essa ação consiste no seguinte: Ainda
neste ano de 2020, quero recolher materiais
usados de hospitais como: camas, pedestais
de soro, cadeiras de roda, macas, entre outros
para reformar, soldar e pintar para que conti-
nuem sendo aproveitados evitando gastos aos
estabelecimentos públicos voltados à saúde.
Esse serviço, apesar de ser feito em minha
oficina, será prestado gratuitamente em nome
da Associação Anjo dos Rios. Já retirei alguns
objetos da Santa Casa de Guaxupé, uma vez
que, a cidade será o ponto de partida para a
realização deste propósito.
Outro projeto que estou traçando é o
seguinte: Ao menos, em um domingo por mês,
quero levar uma família para visitar parente
que esteja internado no Hospital do Câncer
da cidade de Passos.
SEU TRABALHO COM A COLETA DE
ÓLEO DE COZINHA USADO VISA ARRECA-
DAR FUNDOS PARA A COMPRA DE MUDAS,
INSETICIDAS PARA PRAGAS E OUTROS
ELEMENTOS ÚTEIS AOS SEUS PLANTIOS.
A POPULAÇÃO TEM CONTRIBUÍDO COM O
RECOLHIMENTO DO ÓLEO?
Esse é um trabalho bem cansativo que
vem gerando poucos resultados devido à
coleta ser pequena. Infelizmente, uma grande
parte da população está focada na troca do
óleo por produtos ao invés de se preocupar
com plantio e preservação de árvores.
DE QUE MODO É FEITA A COLETA DO
ÓLEO?
O óleo é retirado nas próprias residências
e nos estabelecimentos comerciais sem que
seja necessário que as pessoas nos tragam. Há,
também, um posto de coleta que nos foi cedi-
do pelo Supermercado São João, na Avenida
Dona Floriana, onde, diariamente, retiro cerca
de 20 litros de óleo. Após a coleta, despejo o
óleo em um grande tambor e, em seguida,
deixo-o assentado para que sejam separados
a água, a gordura e o óleo. Após esse processo,
retiro e coo a gordura e o óleo. Em seguida,
despejo a água suja e poluída que resta em
um tambor lacrado o qual levo para um ater-
ro apropriado para que a água seja jogada e
absorvida pela terra. Muitas vezes, conto com
a ajuda de voluntários como o amigo Paulo
Porfilio neste trabalho. Importante esclarecer
que, esse aterro é liberado legalmente para
nós e o Anjo dos Rios’ paga uma taxa para que
possa ser utilizado.
DEPOIS DESSE PROCESSO TODO, PARA
ONDE É LEVADO O ÓLEO?
É levado para duas empresas: Uma delas
utiliza o óleo para fazer ração para frango e
peixe. A outra, utiliza para fabricar biodiesel.
É com o dinheiro que recebo dessas empresas
que me compram o óleo que tenho condições
de adquirir material para os plantios nas beiras
dos rios e nas nascentes.
QUE TIPO DE APÊLO VOCÊ FARIA PARA
QUE AS PESSOAS COLABORASSEM MAIS NA
DOAÇÃO DE ÓLEO AO ANJO DOS RIOS’?
Eu alertaria a todos que, não é necessário
hostilizar os coletores de outras cidades que
vêm em busca de óleo em Guaxupé. Porém,
poucos sabem que somente o projeto Anjo
dos Rios’ coleta esse material para revertê-lo
em reflorestamento e beneficiar a nossa água.
Veja bem, se a população ao invés de
trocar o óleo por outros produtos oferecidos
pelos coletores de fora nos entregasse esse
óleo, mais árvores seriam plantadas e a cidade
teria a chance de se tornar um exemplo de
32
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
arborização e verde para toda a região. Enfim,
quanto mais óleo coletarmos, mais árvores o
Anjo dos Rios’ plantará beneficiando os rios,
as nascentes e o verde.
Importante lembrar que, o Anjo dos Rios’
é uma associação registrada, paga suas taxas
em dia e está funcionando em perfeita ordem
perante todas as determinações da lei.
Eu peço à população que observe quem
realmente faz a diferença na coleta de óleo,
pois, o óleo é um grande poluidor dos rios e o
Anjo dos Rios’ sabe como preservar a natureza.
Alguns outros coletores coletam para benefí-
cios próprios sem se importar com a natureza e
a população. Até resíduos já foram jogaram em
terrenos baldios aqui Guaxupé e nada foi feito.
E QUAIS OS DANOS CAUSADOS À
NATUREZA PELOS RESÍDUOS DE ÓLEO DE
COZINHA?
Quanto ao estrago na natureza causado
pelo óleo, posso dizer que nos rios o óleo fica
na superfície da água parada formando uma
película que também se aloja nos barrancos
impedindo que o solo possa absorver umida-
de. Além do que, essa película sobre as águas
impedem que os peixes e outros seres vivos
possam respirar.
Há também um fator muito sério que é
o derramamento do óleo sobre o solo. A terra
deixa de produzir vegetação, ou seja, torna-
-se infértil.
Um hábito doméstico muito praticado
que também acarreta danos é o fato de as pes-
soas jogarem óleo no ralo da pia e, em seguida,
derramarem água fervendo com detergente
acreditando que isso resolverá a questão da
limpeza. Só que, o óleo vai se separar da água
e grudar nas paredes dos canos e das manilhas
provocando, com o tempo, entupimento nos
esgotos. Portanto, essa é mais uma razão para
se descartar o óleo da maneira correta. Para
isso existe o Anjo dos Rios’.
VOCÊ, JUNTAMENTE COM O SARGEN-
TO SIMONAL, RECENTEMENTE APOIOU UM
TRABALHO DE PLANTIO EM UMA PRAÇA
NO JARDIM ALVORADA IDEALIZADO PELO
PROJETO ‘PLANTANDO VIDA QUE REUNIU
DIVERSOS MORADORES DA CIDADE. COMO
VOCÊ CLASSIFICA ESSE TIPO DE AÇÃO CO-
MUNITÁRIA?
Considero uma iniciativa muito impor-
tante. É bom ver e saber que tem pessoas a
favor da natureza e que se preocupam com
sua preservação. Para essas pessoas, quando
elas se deparam com as arvores crescidas, é
tudo muito gratificante.
Mas observo que, assim como alguns
plantam, outros apenas elogiam o trabalho
dos que colocam as mãos na terra. Na minha
opinião, dar os parabéns é muito fácil. O certo
é que todos plantem, pelo menos um pouco.
Mas só de receber os parabéns já encaro como
um sinal de que nosso trabalho está sendo
visto e reconhecido.
MAS ALÉM DA AJUDA QUE VOCÊ DEU
AO PLANTIO DO ‘PLANTANDO VIDA, VOCÊ
TAMBÉM TEM COLABORADO COM A MANU-
TENÇÃO DAS MUDAS, POIS, CUIDAR É TÃO
IMPORTANTE QUANTO PLANTAR. COMO
TEM SIDO REALIZADO ESSE TRABALHO?
De fato, é preciso cuidar, pois, muitas
mudas não vingam devido ao calor e precisa
ser feito um replantio. Já fizemos isso nesta
praça, pois, isso é normal ser feito como manu-
tenção no combate às pragas e a substituições
de algumas mudas que secam. Estamos nos
preparando para voltar lá nos próximos dias e
averiguar se há necessidade de replantarmos
mais mudas e cuidar do que for preciso.
Aproveito para dizer que, devemos tam-
bém plantar em todos os municípios onde não
tem árvores, e não somente em Guaxupé. Todo
cidadão precisa conhecer a importância das
árvores na vida de cada um de nós. Sugiro ao
‘Plantando Vida que faça uma campanha mos-
trando a tristeza dos municípios onde não tem
árvores. Eu acho que devem ser incentivados
plantios nessas regiões.
Porém, com toda sinceridade, acredito
que poucas pessoas se interessam em plantar.
Muito triste, porém, isso é real.
MAS HÁ PESSOAS QUE PLANTAM SEM
AUTORIZAÇÃO DA DIRETORIA DO MEIO
AMBIENTE EM LOCAIS NÃO PERMITIDOS.
O QUE VOCÊ ACONSELHA A ELAS?
Aconselho a que elas procurem a pre-
feitura para se inteirar quanto aos procedi-
mentos legais. Não se pode ir plantando sem
permissão nas áreas urbanas. Há regras a
serem seguidas. Não se pode simplesmente
ir plantando de forma arbitrária.
O ANJO DOS RIOS’ TEM PODIDO
CONTAR COM O APOIO DA PREFEITURA
DA CIDADE PARA QUE POSSA CONTINUAR
PLANTANDO, PRINCIPALMENTE NAS NAS-
CENTES E MARGENS DOS RIOS?
Sim, a prefeitura tem nos dado permissão
para plantar e total apoio. O Jarbinhas foi o
primeiro, em 2013, a abraçar a causa do Anjo
dos Rios’. Sempre nos diz que as portas estão
abertas para nós. Tanto que, todas as vezes
que tem plantio, ele nos orienta sobre quem
é o responsável e nos indica o caminho para
participarmos. Alguns desses plantios foram
realizados recentemente no Polo da Moda e
também no Jardim Alvorada com você Rosân-
gela (‘Plantando Vida’).
HÁ NOVOS PROJETOS CONTANDO
COM A PARTICIPAÇÃO DO ANJO DOS RIOS’?
Há sim. A prefeitura de Guaxupé está
traçando projetos dos quais vou participar.
Devo cooperar com o projeto do Dia Mundial
da Água a ser realizado no dia 22 de março, em
Nova Resende. E o prefeito de Cabo Verde me
disse que as portas da cidade estão abertas
para o Anjo dos Rios’.
O QUE SERIA DE UMA CIDADE SEM
ÁRVORES NAS PRAÇAS E AO REDOR?
Seria um deserto. Seria uma cidade muito
feia sem o verde. Para se ter uma idéia, há pou-
co tempo teve uma crise de água por falta de
chuva e as vegetações sofreram muito. Contu-
do, tem uma cidade do interior de São Paulo a
qual não me lembro o nome, que contou com
fartura de água porque lá as nascentes são
protegidas e preservadas. Portanto, as árvores
fazem a diferença.
AS PESSOAS QUE TIVEREM ÓLEO
USADO ARMAZENADO E QUISER ENTREGÁ-
-LO AO ANJO DOS RIOS’, COMO DEVEM
PROCEDER?
Para que possamos fazer a coleta, as pes-
soas precisam nos telefonar para agendarmos
o dia e a hora para retirarmos o óleo. Os nossos
números de contato são: Fixo: (35) 3551-3407
ou Celular: (35) 98800-3407
33
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
C
omovidos e preocupados
com a repercussão da pan-
demia do coronavírus em
todo o planeta, alguns voluntários
de Guaxupé se organizaram e criaram
uma campanha de solidariedade
e apoio financeiro à Santa Casa da
cidade.
Este é um momento grave em
que a demanda pelo atendimento
na instituição superará em muito a
atual capacidade de atendimento. As
projeções são preocupantes e é por
isso que a campanha, nesse momen-
to, é tão importante. A Santa Casa de
Guaxupé precisa de uma série de ma-
teriais e equipamentos para atender
bem a população e dar condições de
trabalho aos profissionais da saúde.
A campanha, Santa Casa, Santa
VOLUNTÁRIOS LANÇAM
CAMPANHA DE AJUDA PARA A
SANTA CASA DE GUAXUPÉ.
Ajuda, é um chamamento para que
toda a população, os empresários e
as empresas se mobilizem e se unam
para levantar recursos financeiros
para que a instituição possa se prepa-
rar para enfrentar a pandemia.
As doações podem ser feitas
diretamente na conta da Santa Casa
de Guaxupé.
Toda ajuda, de qualquer tama-
nho, é muito necessária e fará enorme
diferença nesse momento de enfren-
tamento do coronavírus.
A ajuda para a Santa Casa, na
verdade, é uma ajuda para todos nós.
A Santa Casa de Guaxupé
precisa de uma série de
materiais e equipamentos
para atender bem a população
e dar condições de trabalho
aos prossionais da saúde
34
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
COOXUPÉ DIVULGA RESULTADO
DE R$ 160,7 MILHÕES EM 2019
P
or meio de um comunicado
oficial aos cooperados, o pre-
sidente da Cooxupé, Carlos
Augusto Rodrigues de Melo,
informou o adiamento da Assembleia Ge-
ral Ordinária (AGO), que aconteceria em
27 de março de 2020, sem nova data para
realização. Essa medida aprovada pelo
Conselho de Administração da Coopera-
tiva visa evitar aglomerações e conter a
disseminação do novo Coronavírus (CO-
VID - 19), atendendo a decretos tanto da
Prefeitura Municipal de Guaxupé quanto
do Governo do Estado de Minas Gerais.
O Superintendente de Controladoria
e TI, José Roberto Corrêa Ferreira, informou
os números fechados e auditados pela PwC
Brasil, e com parecer do Conselho Fiscal
da Cooxupé, relativos ao balanço de 2019,
com registro de faturamento de R$ 4,2
bilhões (em 2018 o valor foi de R$ 3,793 bi).
No ano passado, a cooperativa re-
cebeu 5,1 milhões de sacas de café tipo
arábica, embarcando 6,4 milhões para os
mercados interno e externo. Somente para
as exportações foram 5,4 milhões de sacas,
atendendo mais de 50 países. Já a SMC
Specialty Coffees - empresa controlada
pela Cooxupé com atuação no mercado
de cafés especiais - exportou mais de 85
mil sacas.
Ainda em 2019, os investimentos em
ampliações, obras e reformas somaram
mais de R$ 42 milhões.
À frente da presidência da Cooxupé,
Carlos Augusto Rodrigues de Melo consi-
derou como muito positivos e expressivos
os resultados conquistados. "Conseguimos
alcançar nossas metas mesmo em um ano
em que o clima teve fundamental influên-
cia nas lavouras cafeeiras, gerando quebra
de safra conforme discutimos no Fórum
Café e Clima realizado pela Cooxupé em
agosto passado. Em 2019, procuramos for-
talecer ainda mais nosso relacionamento
com os cooperados, desenvolvendo ações
que os beneficiam ainda mais", destaca o
presidente.
A Cooxupé tem atuação nas regiões
do Sul de Minas, Cerrado Mineiro e média
mogiana do estado de São Paulo. De acor-
do com a CONAB (Companhia Nacional de
Abastecimento), o volume de café recebi-
do pela cooperativa em 2019 representa
15% da produção nacional de café arábica
e 21% da produção de arábica do estado
de Minas Gerais.
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
Untitled-1 1 26/03/2020 10:41:32
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
agrocafé
A
Cooxupé renovou o convênio
com o Sistema Faemg/Senar
Minas para a realização de
cursos de aperfeiçoamento
para os cooperados e equipes da cooperativa
em 2020. O documento foi assinado durante
a Femagri, em Guaxupé.
A parceria contará com investimento de
cerca de R$ 1,4 milhão, que será utilizado para
a realização de 310 cursos de capacitação de
mão de obra e atenderá mais de 3.700 pessoas
nos núcleos da cooperativa e nos sindicatos
parceiros.
A cerimônia de assinatura contou
com a presença do presidente da Cooxupé,
Carlos Augusto Rodrigues de Melo, do vice-
-presidente do Sistema Faemg/Senar Minas,
Breno Mesquita, dos gerentes regionais de
Patos de Minas, Sérgio de Carvalho Coelho, e
do Sudeste de Minas, Rodrigo de Castro Diniz,
além de diretores da Cooxupé, presidentes de
Sindicatos Rurais e produtores rurais.
CONVÊNIO
A parceria entre a Cooxupé e o Sistema
Faemg/Senar Minas tem como objetivo levar
conhecimento ao homem do campo. Desde o
primeiro convênio, efetivado em 2011, foram
realizados 4.947 cursos e capacitados mais de
26 mil pessoas.
O presidente da cooperativa, Carlos
COOXUPÉ RENOVA CONVÊNIO COM
SISTEMA FAEMG/SENAR MINAS
Augusto, reafirmou a sua importância para a
formação e capacitação dos cooperados da
área de atuação da cooperativa. A minha per-
cepção e expectativa é que jamais essa parce-
ria seja rompida, visto o resultado do trabalho
nos últimos oito anos. Para mim é uma alegria
ter um parceiro como o Senar Minas, pois é de
suma importância para os nossos cooperados,
para as famílias dos mesmos. Hoje firmamos o
convênio de 2020 e estaremos juntos em re-
ciclagem, atualização e treinamento nas áreas
que os nossos cooperados demandarem, disse
durante a assinatura.
O gerente da Regional do Sudeste de
Minas, Rodrigo de Castro Diniz, ressaltou que
os resultados conquistados demonstram um
trabalho realizado a quatro mãos.
Para o gerente da Regional de Patos de
Minas, Sergio de Carvalho Coelho, esse convê-
nio é muito importante para os produtores do
cerrado, já que gera a aproximação deles com
a cooperativa e o Sistema Faemg/Senar Minas.
A assinatura realizada durante a Femagri prevê o investimento de R$ 1,4 milhão
37
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
A
Cooxupé definiu como
positivo o pré-balanço
da 19ª FEMAGRI - Feira de
Máquinas, Implementos e
Insumos Agrícolas
O aumento do preço físico do café
- R$ 500,00 a saca - impulsionou a mo-
vimentação das famílias cafeicultoras
em busca de tecnologias e novos co-
nhecimentos sobre como aprimorar os
processos de gestão na propriedade.
Isto porque o produtor podia optar pela
trava de café como pagamento de suas
aquisições durante a Feira. O público final
foi mais de 32 mil visitantes, que geraram
11,2 mil orçamentos.
Em 2020, a FEMAGRI trabalhou o
tema "Cooperativismo, trazendo tecno-
logia, gestão e confiança à cafeicultura",
com a presença de 125 expositores.
"Estamos muito contentes com a par-
ticipação dos nossos cooperados, pois
estes resultados da feira mostram que
eles estão entendendo que a tecnologia
na lavoura e nas propriedades agrícolas
é um caminho sem volta. É preciso se
adaptar, se qualificar, se aperfeiçoar para
MAIS DE 36,4 MIL CAFEICULTORES
VISITARAM FEMAGRI E FEIRA DO CERRADO
conseguir reduzir custos e ganhar mais
eficiência e competitividade", afirma o
presidente da Cooxupé, Carlos Augusto
Rodrigues de Melo.
FEIRA DO CERRADO
Já a 5ª Feira do Cerrado da Cooxupé
superou o número de público em relação
às quatro edições já realizadas. Sediada,
neste ano, no Núcleo da cooperativa em
Monte Carmelo, nos dias 11 e 12 de março,
a feira recebeu 4,4 mil visitantes, superan-
do aa expectativa de 3,5 mil, e gerou mais
de 1,4 mil orçamentos.
A Feira do Cerrado 2020 contou com
a presença de cerca de 70 expositores que
apresentaram diversas soluções e alterna-
tivas para pequenos, médios e grandes
produtores de café do Triângulo Mineiro e
do Alto Paranaíba, visando mais eficiência
na produção e redução nos custos. Infor-
mações e conhecimentos para a gestão na
propriedade também foram prioridades e
disseminados durante o evento.
O Superintendente de Desenvolvi-
mento do Cooperado da Cooxupé, José
Eduardo Santos Júnior, explica que a Feira
do Cerrado cumpriu com seus objetivos e
que os cooperados tiveram acesso a boas
oportunidades para os negócios. “Os pro-
dutores encontraram chances diferencia-
das para adquirir máquinas, implementos
e insumos, utilizando o modelo próprio
da cooperativa em aceitar a troca de café
como pagamento. Além disso, a Feira reú-
ne diversos fornecedores, oferecendo aos
cafeicultores opções sobre qual produto
escolher”, diz.
O presidente da cooperativa, Carlos
Augusto Rodrigues de Melo, destaca que
as feiras promovidas pela Cooxupé tra-
zem aos cooperados, além de negócios,
informação e novos conhecimentos. “Para
que o produtor ganhe mais competiti-
vidade é preciso estar atualizado sobre
tudo o que acontece em relação à cafei-
cultura. Por isso, neste momento que é
um ponto de encontro dos cafeicultores,
disponibilizamos nossos técnicos para
troca de experiências. Consideramos
estas interações muito importantes para
a produção e gestão dos nossos coope-
rados”, conclui.
agrocafé
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
EVENTO DA CNN BRASIL MARCA
LANÇAMENTO OFICIAL DO CANAL
N
o dia 9 de março aconteceu,
na Oca do Ibirapuera, em São
Paulo, o grande evento de
lançamento oficial do maior
canal de notícias do mundo.
Na ocasião, foi anunciado os detalhes
da operação da CNN Brasil, o projeto editorial,
os programas, telejornais, grade de progra-
mação e muitas outras novidades.
O evento de lançamento contou com
a presença dos sócios proprietários Douglas
Tavolaro, CEO da CNN Brasil; e o empresário
Rubens Menin, e de todos os apresentadores,
comentaristas e repórteres contratados. A
festa recebeu ainda profissionais do mercado
publicitário, parceiros comerciais e represen-
tantes da sociedade civil.
Também estiveram presentes o presi-
dente da República em exercício, Hamilton
Mourão; Senado, Davi Alcolumbre; os presi
-
dentes da Câmara, Rodrigo Maia; e Supremo
Tribunal Federal, Dias Toffoli; e aindaa gover-
nadores como os de São Paulo, João Dória;
Rio de Janeiro, Wilson Witzel; Minas Gerais,
Romeu Zema; e Distrito Federal, Ibaneis
Rocha; além de Senadores e Deputados.
Renina Duarte, Secretaria Especial da Cultura
do governo Jair Bolsonaro, também marcou
presença no evento de lançamento da CNN
Brasil.
Na abertura, Douglas Tavolaro agrade-
ceu o apoio dos patrocinadores (Santander,
Cielo, Volkswagen, 99, IBM, Magazine Luiza
e Nestlé) e das empresas de distribuição do
canal (Claro/Net, Sky, Oi e Vivo). “Obrigado
a todos os anunciantes, marcas e represen-
tantes do mercado publicitário que estão
conosco, sem vocês não há jornalismo de
qualidade”, disse.
O CEO da CNN Brasil completou des
-
tacando o planejamento para o lançamento
do canal. A implantação da CNN Brasil foi
marcada até aqui por duas palavras: planeja-
mento e paixão. Tudo que idealizamos para
montar essa emissora há mais de dois anos
saiu do papel. Um novo modelo de negócios
como empresa de mídia, posicionamento de
mercado preciso e a montagem de um time
de primeira linha para oferecer ao mercado
uma nova opção de jornalismo diferente de
tudo que temos hoje no Brasil. Tudo vem
saindo exatamente como planejamos, mas
não poderia imaginar que a CNN também
iria nascer aqui cercada de tanta paixão,
completou.
Sócio e investidor da CNN Brasil, o
empresário Rubens Menin ressaltou a impor
-
tância da imprensa para a construção do país.
"Sou brasileiro, amo este país. Temos negócios
neste país. E o que a gente mais quer é que
este país vá para a frente. Só isso já seria sufi-
ciente para levar este projeto adiante", disse.
Direto de Nova Yourk, Jeff Zucker, CEO
mundial da CNN, enviou uma mensagem para
o lançamento: “Nunca houve um momento
tão importante para o jornalismo. E nunca
houve um momento mais importante para
o lançamento da CNN Brasil”, destacou em
vídeo.
Também por mensagem de vídeo, o
presidente mundial da AT&T, Randall Ste-
phenson, afirmou que um valor permanen-
te da AT&T é abraçar a liberdade, em uma
imprensa livre e aberta. A CNN incorpora
esse valor como o nome mais confiável em
notícias, e isso vai continuar no Brasil”.
O presidente da República em exercício,
Hamilton Mourão, defendeu a liberdade de
imprensa e a democracia e destacou a força
do maior canal de notícias do mundo. A CNN
chega ao Brasil com uma tradição mundial de
especial
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
competência jornalística que desperta as me-
lhores expectativas em torno da qualidade da
cobertura, da análise e da veiculação de fatos
e acontecimentos que se dão em quantidade
e velocidade característicos da sociedade
complexa e dinâmica que é a brasileira. Nossa
democracia precisa de uma imprensa à sua
altura“, disse.
NOVIDADES
Douglas Tavolaro, CEO da CNN Brasil re-
velou a grande novidade da noite ao informar
que a CNN Brasil estreia no dia 15 de março,
domingo, primeiro nas plataformas digitais,
às 18h, e, na sequência, às 20h, na TV paga no
canal 577 da Claro/Net, Sky, Oi e Vivo com o
programa "CNN no Ar", um jornalístico com
reportagens especiais e participação de todos
os âncoras do canal.
O executivo anunciou ainda que o canal
levará ao ar na estreia a cobertura completa
do debate do partido democrata entre Biders
e Sanders, com repórteres da CNN Brasil dire-
to do Arizona, nos Estados Unidos.
A grade de programação da CNN Brasil
também foi revelada e contará com os se-
guintes programas, nos respectivos horários
de segunda a sexta-feira:
Com 24 horas de jornalismo por dia e
mais de 17 horas de programação ao vivo, a
CNN vai manter a produção de documen-
rios em parceria com produtoras nacionais
e internacionais, como BBC, Reuters e Ende-
mol, além de retransmitir atrações da grade
americana, como o programa da jornalista
Christiane Amanpour.
Aos domingos, no horário nobre,
Evaristo Costa vai comandar o “CNN Séries
Originais”. O programa será apresentado
diretamente dos estúdios da CNN em Lon-
dres e vai seguir o formato padrão da CNN
norte-americana.
Na atração, Evaristo apresentará três
documentários exclusivos, com produções
nacionais e internacionais.
O editor da Revista Mídia, jornalista Ricardo
Dias, e o CEO da CNN, Douglas Tavolaro
40
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
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REVISTA MÍDIA |
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REVISTA MÍDIA |
O
Coronavírus é uma famí-
lia de vírus que causam
infecções respiratórias. O
novo agente do corona-
vírus foi descoberto em 31/12/19 após
casos registrados na China. Provoca a do-
ença chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos
foram isolados pela primeira vez em 1937.
No entanto, foi em 1965 que o vírus foi
descrito como coronavírus, em decorrên-
cia do perfil na microscopia, parecendo
uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta
com os coronavírus comuns ao longo da
vida, sendo as crianças pequenas mais
propensas a se infectarem com o tipo
mais comum do vírus. Os mais comuns
que infectam humanos são o alpha coro-
navírus 229E e NL63 e beta coronavírus
OC43, HKU1.
As investigações sobre as formas de
transmissão do coronavírus ainda estão
em andamento, mas a disseminação de
pessoa para pessoa, ou seja, a conta-
minação Pode Ser através de gotículas
respiratórias ou contato pessoal próximo,
como toque ou aperto de mão. Assim,
qualquer pessoa que tenha contato
próximo (cerca de 1m) com alguém com
sintomas respiratórios está em risco de ser
exposta à infecção. É importante observar
que a disseminação de pessoa para pes-
soa pode ocorrer de forma continuada.
contato pessoal próximo, como toque ou
aperto de mão;
Para prevenir contra o Covid-19 é
recomendável a higienização frequen-
te das mãos como uma das principais
formas de evitar o contágio da doença,
bem como evitar locais fechados, beber
bastante líquido, evitar ar muito seco,
Farmácia e cosmetologia
Dra. Rita Queiroz
Sabbag
Formada em Farmácia Bioquímica,
pós-graduada em Cosmetologia,
Homeopatia e Manipulação.
Possui MBA Nacional e Internacional
em Cosmetologia.
Sabonete e Álcool
Gel a 70% contra o
Covid-19
manter as narinas bem úmidas, não
fumar, dormir bem e evitar o estresse.
Tanto o sabonete comum quanto o
álcool em gel são eficazes para a limpeza
das mãos e podem evitar a contamina-
ção pelo vírus e outras doenças. Quem
opta pelos sabonetes antissépticos têm
ainda uma leve vantagem em relação
aos comuns, pois eles apresentam ação
residual, ou seja, permanecem ativos por
mais tempo nas mãos. Isso significa que
a duração de proteção contra germes,
vírus e bactérias, é maior.
Para quem opta pelo álcool, a con-
centração alcoólica deve ser de 70%
para matar bactérias e vírus. Se a con-
centração for mais alta ou mais baixa, o
produto perde sua função microbicida,
pois ocorrerá apenas a desidratação da
célula sem a destruição do microrga-
nismo. Além disso, para a limpeza das
mãos, deve ser utilizado o álcool em gel,
que contém substâncias que evitam o
ressecamento da pele. Assim, o álcool
líquido deve ser usado somente para a
limpeza de superfícies com a vantagem
de possuir ação residual, como os sabo-
netes antissépticos.
Mas, mesmo assim, é necessário
higienizar as mãos com frequência,
principalmente após tossir, espirrar e ter
contato com superfícies, onde o vírus Co-
vid-19 pode permanecer vivo por até seis
horas. Lembrando que a higienização
também é recomendada antes de comer
e depois de usar banheiros Assim, se for
aderir ao uso do álcool gel fique atento:
deve ser produzido por empresa idônea
e a concentração alcoólica de 70% para
que você fique realmente protegido.
Evite receitas caseiras e não coloque sua
vida e risco.
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
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REVISTA MÍDIA |
Dr. Heber
Hamilton Quintella
Médico Pediatra, formado pela Faculdade
Federal de Medicina Triângulo Mineiro
– Uberaba, possui especializaçao
pela Escola Paulista de Medicina
e Residência Médica pelo
Hospital Menino Jesus – SP.
Telefone: (35) 3551-5888
Pediatria
CRIANÇAS PEGAM MENOS
CORONAVÍRUS? SAIBA
COMO A DOENÇA AFETA
OS PEQUENOS
Elas são o público menos atingido pela epidemia,
mas ninguém sabe ainda como explicar isso. Veja
as principais teorias e como proteger seu lho.
A
té o final de março os ca-
sos de Covid-19 (a doen-
ça provocada pelo novo
coronavírus, Sars-Cov-2)
no planeta ultrapassaram a fronteira dos
480 mil casos e mais de 22 mil mortes,
mas pouquíssimos são crianças. Na Chi-
na, onde foram feitos os estudos mais
robustos sobre a epidemia até agora,
2,4% dos casos confirmados ocorreram
nos mais novos, e 0,2% deles ficaram em
estado crítico, como mostrou a Organi-
zação Mundial de Saúde em relatório
de fevereiro.
Fora do país asiático os casos nos
pequenos também são escassos e só
agora, três meses depois do início da
epidemia, houve registros de morte
abaixo dos 10 anos no mundo, como
registrou a Organização Mundial de
Saúde no dia 16 de março. Há apenas
um menino de três anos infectado entre
os mais de 3,5 mil casos nos Estados
Unidos, e no Brasil uma adolescente foi
testada com resultado positivo, mas sem
sintomas, assim como um menino com
pouco mais de um ano, com sintomas
leves.
O fenômeno é um alívio para pais e
pediatras, mas permanece um mistério.
Afinal, as crianças estão naturalmente
protegidas do coronavírus? Parece
que sim, e há várias teorias a respeito.
A primeira diz que as crianças até se
infectam, mas na maioria das vezes
não manifestam sintomas. Um novo
estudo testou essa possibilidade em 391
adultos chineses diagnosticados com a
Covid-19 e 1.286 pessoas de todas as
idades que tiveram contato com eles.
No final, os pesquisadores descobri
-
ram que menores de dez anos eram tão
suscetíveis a contrair o vírus quanto os
mais velhos, mas um risco bem menor
de sofrerem sintomas severos como
inflamação nos pulmões ou dificuldade
respiratória.
O trabalho foi feito em parceria en-
tre a Johns Hopkins Bloomberg School
of Public Health in Baltimore, dos Esta-
dos Unidos, e o centro de Prevenção e
Controle de Doenças de Shenzhen, na
China.
Sistema imune das crianças é mais
ecaz contra o coronavírus?
Geralmente, por ainda estarem com
o sistema imune em desenvolvimento,
as crianças são o grupo de risco para
versões graves de gripe, transmitida
pelo vírus influenza, pneumonia e ou-
tras doenças respiratórias. No caso do
corona, suspeita-se que a imaturidade
seja de certo modo positiva, levando a
uma reação mais equilibrada do corpo
frente ao vírus.
Às vezes, o que faz um vírus ser
mais agressivo é uma resposta imune
exagerada ou desregulada, que gera o
processo inflamatório por trás dos sin-
tomas da doença, explica Renato Kfouri,
47
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
infectologista presidente do Departa-
mento de Imunizações da Sociedade
Brasileira de Pediatria (SBP).
As crianças, por ainda estarem com
as defesas imaturas, não conseguiriam
gerar tamanha inflamação contra o
corona. É o estado inflamatório que
causa febre, mal-estar e a inflamação
nos pulmões que leva aos quadros mais
perigosos da Covid-19. “Com menos
inflamação, haveriam menos compli-
cações”, propõe Lígia Camera Pierrotti,
coordenadora médica da Infectologia
do Grupo DASA, que reúne dezenas de
laboratórios brasileiros e da América
Latina.
Esta inflamação exagerada, soma-
da à presença de doenças crônicas e à
queda na resposta imune inata relacio-
nada ao envelhecimento (a que ocorre
antes que sejam produzidos anticorpos
específicos para aquele vírus), ajuda a
explicar porque certas doenças são mais
graves nos adultos do que nas crianças,
como a catapora e a mononucleose.
“Mas ainda não sabemos se isso
é verdade também para o Sars-Cov 2.
Temos poucos meses de epidemia, é
tudo muito novo, ressalta Kfouri. As
epidemias anteriores de outros coro-
navírus, como a da Sars em 2003, e a
Mers em 2012, também acometeram
poucas crianças. “Podemos pensar,
também, que a criança está em contato
com muitos agentes patógenos diferen-
tes, das vacinas e no meio ambiente.
Portanto, seu sistema imune trabalha
constantemente, o que poderia oferecer
uma resistência melhor ao vírus, propõe
Natasha Slhessarenko, diretora médica
de análises clínicas do Alta Excelência
Diagnóstica.
Por último, há ainda a possibilidade
delas apenas terem sido menos expos
-
tas ao vírus, que se espalhou primeiro
entre os adultos. “Boa parte dos casos
até agora está ligado a pessoas que
viajaram em família ou a trabalho. Mas
só com a circulação em massa na po-
pulação é que teremos certeza de que
a prevalência é menor nas crianças,
destaca Kfouri.
Ou seja, todas essas teorias serão
postas a prova caso aconteça a trans
-
missão comunitária em mais países, isto
é, quando não é possível determinar a
origem do vírus. Por enquanto, tudo se
baseia na experiência com a população
chinesa.
O FICAM DOENTES,
MAS ESPALHAM
Esse é um ponto importante. Crian-
ças são conhecidas como as principais
transmissoras de vírus como o influenza,
da gripe. “O sistema imune é imaturo
não só para provocar uma resposta
inflamatória, mas para conter o vírus,
então elas costumam excretar unidades
virais por mais tempo, comenta Ligia.
Por exemplo, um adulto secreta o vírus
da gripe por sete dias em média, uma
criança por 14, e em maior quantidade.
Fora isso, elas se infectam mais, por
conviverem juntas na escolinha, com-
partilharem objetos, levarem brinque-
dos à boca e por aí vai. “Elas são parte
importante da cadeia de transmissão
de doenças virais, uma vez que a maior
parte das infectadas não apresenta
sintomas, mas pode passar o vírus para
outras faixas etárias”, comenta Kfouri.
Não dá para saber se o potencial
infectante das crianças se repetirá com o
novo coronavírus, mas, de qualquer ma-
neira, as escolas estão sendo fechadas
no Brasil e em vários outros países para
diminuir a velocidade de propagação
da Covid-19. Tal medida não é motivo
para pânico, mas sim uma prevenção
almejando a proteção do grupo que
aparenta estar mais em risco — até
agora, idosos, cardiopatas, diabéticos e
portadores de doenças que prejudicam
o sistema imunológico.
(Fonte: Chloé Pinheiro / Bebe.com.br / Socieda-
de Brasileira de Pediatria)
Menores de dez anos
eram tão suscetíveis
a contrair o vírus
quanto os mais velhos,
mas um risco bem
menor de sofrerem
sintomas severos
como inamação
nos pulmões ou
diculdade respiratória
48
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
Dra. Marcia
Bittar Nehemy
Psicóloga Clínica, com título de
Especialista em: Psicologia Clínica
Hospitalar, Psicoterapia Breve,
Psicoterapia de Casal, familiar
e em Sexualidade Humana.
Contato: Rua Antonio Lapa, 1217
Campinas - Telefone: (19) 99771-6063.
Psicologia
T
ermino de ler um bom
livro. Experimento uma
boa sensação e fico com-
pletamente inundada
pela poética da escrita, pelo sentimen-
to fácil dos personagens que tomam
decisões importantes em suas vidas.
Como se fosse fácil - ou seria mesmo?
O livro é sempre melhor que o
filme. Na tela tudo está pronto, o cená-
rio, a emoção, os detalhes. Basta olhar
e se deixar envolver. No livro já é uma
viagem incrível! Você é estimulado a
usar sua imaginação ativa, esta, sem-
pre mais rica e peculiar. Damos asas
à imaginação e satisfazemos nossos
desejos de usar o mais belo, o mais
excitante. Ou quando tem suspen-
se, fazemos a mesma coisa, sempre
antecipando o pior! É por isso nos
envolvemos mais.
O tempo em que nos familiari-
zamos com os personagens é mais
longo, volto ansiosa para o livro, com
sede de que quero mais! O filme acaba
e de repente: acendem-se as luzes! E a
sensação é de que isso que sinto nem
se compara à nossa emoção de quan-
do terminamos um livro dos bons!
Na verdade, a realidade é sempre
mais dura. Por exemplo, quando um
VIVÊNCIAS
casal corre na praia, um em direção ao
outro, acontece uma leveza naquele
encontro, e quando se deita na praia,
a areia parece macia, e se beijam dei-
tados! Tudo soft e delicioso!
Mas para quem já viveu esta cena
na realidade, sabe do que estou falan-
do! A areia incomoda, a onda, que nos
invade é fria molha o cabelo, enche de
areia. Enfim, há um mega desconforto,
sobretudo se estiver garoando! Ok,
estou exagerando. Estou mesmo?
Se bem que uma novidade de vez
em quando é bem vinda, quebra a
rotina, nos tira do conforto e muitas
vezes isso também é excitante! Nem
que seja, para quando voltar para
sua cama, você concluir que é muito
melhor.
Bem, espero que você tenha
boas lembranças onde possa usar sua
imaginação! E, ao se lembrar, se sur-
preenda com um sorriso de canto da
boca, espontâneo, desses que deixam
nossos olhos sorridentes! Se você não
experimentou essa vivência, nunca é
tarde demais!
Um grande abraço.
Marcia Bittar Nehemy
49
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
Dra. Natássia Pizani
Médica formada pela Universidade
Federal Fluminense, Especialista em
Dermatologia pela Universidade
Federal Fluminense, Membro Titular da
Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Conveniada UNIMED
Contato: Rua Cel. Joaquim Costa,215
Telefone: (35) 3551-0414
Guaxupé - MG
Dermatologia
D
e acordo com uma pesquisa
realizada pela Sociedade
Brasileira de Dermatologia
(SBD) há pouco mais de
um ano, a acne foi o principal motivo de
consultas médicas dermatológicas. A acne
acontece quando a produção de sebo e
queratina na pele aumenta e acaba por obs-
truir o folículo piloso. Nesse primeiro estágio
surgem os cravos, ou comedões. Quando
eles são colonizados por bactérias e se dá a
inflamação, a espinha aparece.
O surgimento da acne pode ter múlti-
plos fatores: desde alterações hormonais e
genéticas à alimentação inadequada – como
excesso de doces, açúcares e de leite – e
uso de determinados medicamentos, entre
outros. Para pessoas com tendência à acne,
prevenir e tratar o problema requer com-
promisso. Mas isso não reduz a importância
de manter bons hábitos no dia a dia, já que
falhas na higiene podem colocar em risco o
bem-estar da pele e ajudar na proliferação
de bactérias.
O uso de cremes oleosos e inadequa-
dos ao tipo de pele estimula a produção de
sebo, assim como a limpeza excessiva dela
pode provocar um efeito rebote e aumentar
a produção sebácea. Evite também, esfregar
a pele com muita força na hora da limpeza:
isso pode fazer com que pequeno machuca-
dos surjam, podendo até facilitar a entrada
de bactérias.
Desequilíbrios hormonais pioram a
acne, assim como estresse, grande vilão
contemporâneo. É importante ressaltar que
a acne é uma doença e deve ser tratada por
um dermatologista. Não se trata de acne
com produtos comprados, aleatoriamente,
por conta própria, nem em clínicas de es-
tética sem dermatologistas. Muito menos
com itens caseiros indicados por amigos e
colegas. Cada paciente deve ser individual-
mente avaliado.
Hábitos como manter uma alimentação
saudável e beber bastante água ao longo
do dia ajudam sempre de alguma forma o
bem-estar da pele e do corpo.
A ingestão de água é fundamental para
Saiba o que fazer
para reduzir cravos e
espinhas
auxiliar na limpeza e eliminação de impure-
zas da pele e no controle do ressecamento,
dificultando o surgimento de cravos e es-
pinhas. No entanto, só isso não basta para
curar ou prevenir a acne.
Muito se fala sobre alimentos que aju-
dam a desencadear a acne. É uma discussão
antiga! Por muito tempo, acreditou-se que
a acne e a dieta não apresentavam relação
alguma. No entanto, novos estudos têm
comprovado que alimentos com alto índice
glicêmico e laticínios influenciam os níveis
hormonais de um indivíduo – e isso poderia
gerar as lesões na pele.
É muito comum que adolescentes se-
jam o grupo mais afetado pelas acnes. Afinal,
a puberdade desregula os níveis hormonais,
de modo que as glândulas da pele começam
a produzir mais óleo (sebo). Porem crianças
e adultos, com destaque especial para as
grávidas, também podem ter acne.
Acne tem tratamento e pode apresen-
tar grande melhora sem deixar cicatrizes.
Antes de usar cremes, remédios via oral ou
de se submeter a tratamentos por conta
própria, procure um dermatologista e se
informe sobre qual estratégia de combate
aos cravos e espinhas é a mais adequada
para você.
ROTINA SEM
COMPLICAÇÕES
– Faça regularmente limpeza de pele
com um esteticista especializado;
Tome bastante água;
– Proteja a pele do sol excessivo;
– Com acompanhamento médico,
escolha um produto adequado para o seu
tipo de pele;
– Lave as mãos sempre antes de levá-
-las ao rosto;
-Não esfregue a pele com força e jamais
esprema cravos e espinhas.
50
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
Dra. Marilete
Tavares Zampar
Formada e Pós-Graduada em Letras - FFCL
R.P., Psicanálise – UNIFRAN, Psicopedagogia
– UNISANTANA; Psicodrama Nos Distúrbios
Psicossomáticos - EPP Doutorado - WDU;
Pós-Graduação em Saúde Mental – FCM
Unicamp; Pós-Graduação em Transtornos
Alimentares – FCM Unicamp; Neurociência
– UFMG; Neuropsicopedagogia – UCAM.
Membro da Associação Brasileira de
Neurologia e Psiquiatria Infantil.
Contato: Praça Presidente Kennedy, 102
Guaxupé – MG - Telefone: (35) 3551-0692
Psicanálise
C
om a volta às aulas, há sempre
uma preocupação por parte de
alguns pais, de como será este
ano a atuação de meu filho na
escola. Como será seu rendimento? A ajuda
que tentamos prestar durante as férias trará
algum benefício? O que estará acontecendo
que o leva a ser tão distraído? A escola não está
adequada? São os colegas que o perturbam?
Mas frente aos questionamentos, vêm também
respostas como: Mas em casa ele se mostra
também distraído, esquece objetos, regras,
horários, perde brinquedos, agasalhos, avisos,
recados, esbarra em quase tudo, mesmo sendo
inteligente, às vezes nos surpreendemos com
DISTÚRBIO DO DÉFICIT DE
ATENÇÃO (DDA)
a longo prazo.
Às vezes fala excessivamente ou mostra-
-se retraído e isolado, caso seja muito tímido
ou alterna as duas características.
Durante os primeiros anos escolares,
não consegue permanecer ocupado com sua
tarefa, por, pelo menos uma hora.
Pode passar horas diante de uma tarefa,
sem conseguir completá-la.
Se a criança apresenta, no mínimo, oito
destes sintomas, poderá ter fortes característi-
cas do DDA e precisará ser encaminhada a tra-
tamento. Em casa os pais poderão intensificar
o uso de jogos de memória, xadrez, ditados,
memorização de datas como aniversários dos
familiares, pedir para que relatem fatos ocorri-
dos na escola, situações enquanto brincavam
com amigos, filmes que assistiram, livrinhos
que leram, relembrar episódios de viagens,
festas de aniversário, ou seja, ativar o máximo
possível a memória, tanto de curta quanto de
longa duração.
É de suma importância que a criança
saiba o que ela tem, com naturalidade, para
que possa lidar com as dificuldades não se
achando sem inteligência ou diminuída pe-
rante os irmãos ou colegas.
Para que haja uma boa estruturação, a
pessoa com DDA poderá se utilizar de vários
recursos, além de ativar a memória, tais como:
listas, lembretes, sistemas de arquivos simples,
cadernos de anotações, metas, planejamento
do dia, da semana, tudo poderá reduzir o caos
interior.
Quanto aos pais, não se esquecer de es-
tabelecer horários claros para a criança brincar,
estudar, comer, dormir. A disciplina ajuda o
portador de DDA a se organizar, levando em
conta que quanto mais bagunçada for sua
vida, em piores condições ficará.
Tanto na escola quanto em casa, estar
sempre atento aos progressos da criança ou
adolescente, elogiando as atitudes (não a
pessoa), para que possa aumentar sua auto-
confiança.
Muita atenção: antes de qualquer dúvi-
da, averiguar se a criança ouve bem, enxerga
bem, pois é bastante comum atendermos em
consultório crianças com estas deficiências e
serem taxadas de desatentas, preguiçosas e
outros adjetivos.
Um grande abraço!
o excesso de distração...
Vários são os transtornos manifestados
na infância, na adolescência e até mesmo em
idade adulta, que preocupam pais, professores
e aos próprios portadores. Dentre eles pode-se
destacar o Distúrbio do Déficit de Atenção. Às
vezes na escola pode haver uma certa dificul-
dade em perceber a diferença entre o distúrbio
de atenção e outros distúrbios e assim taxar
todos os portadores como manifestantes de
um mesmo comprometimento.
Quanto ao Distúrbio de Atenção também
conhecido como DDA, geralmente não tem
ligação com disfunções neurológicas sérias,
caracterizando-se por baixo desempenho
escolar, deficiência ou ausência de memória
ou ainda, tendo um aprendizado satisfatório,
o indivíduo pode ser disperso, meio alienado
ou alternando agitação com alienação.
Normalmente a criança apresenta dificul-
dade na atenção e concentração, culminando
em indisciplina e desinteresse, em tarefas
que requeiram responsabilidade. Faz o foco
em muitas coisas ao mesmo tempo, não
dispensando atenção suficiente para uma
única tarefa. Quando não neurológica, sendo
consequência da desorganização psíquica,
necessita da intervenção dos pais quanto aos
limites e a vinculação da realidade.
A atenção do portador volta-se a todo
instante para outros estímulos, não se concen-
trando nem mesmo em brincadeiras.
OS PRINCIPAIS SINTOMAS SÃO:
Parece não ouvir ou não entender o que
ouve.
Não consegue terminar uma tarefa, inicia
uma atividade e logo passa para outra, sem
terminar nada do que começa.
Tem dificuldade em seguir regras, espe-
rar sua vez no grupo. Não lê nem ouve uma
pergunta antes de respondê-la.
Alguns mostram total desinteresse por
tudo o que os cercam.
Não consegue brincar sozinho algumas
vezes, mas em grupo pode tornar-se agressivo
ou alheio.
Perde ou esconde materiais e instrumen-
tos importantes para a realização de tarefas.
Não mantêm amizades por muito tempo
ou não chega a iniciá-las.
Tem dificuldade em aceitar a perda (em
jogos ou brincadeiras) e não consegue pensar
51
REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
PROF. DR. LUIZ
HENRIQUE G. SANTOS
Fisioterapia
Coordenador do curso de
Fisioterapia do UNIFEG
Diretor clínico do Instituto
Sulmineiro de Cabeça e Pescoço
Rua Francisco Ribeiro do Vale, 174
Telefone: (35) 3551-7389 | 99182-7771
Guaxupé - MG
E
stamos vivendo um mo-
mento delicado para a
saúde pública mundial,
e a Fisioterapia tem re-
presentado de forma extremamente
feliz na recuperação dos pacientes em
estado grave por conta do contágio
de coronavírus. A COVID19 - (doença
viral identificada em 2019) aparente-
mente esta controlada graças a ações
eficientes em decorrência de estados
e municípios estarem alinhados com
o ministério da saúde. O ministro
Mandetta tem demonstrado grande
lucidez, seriedade e conhecimento
com toda a atualização relacionada
ao desenvolvimento da doença no
mundo. Ele reconhece que os pro-
fissionais mais valiosos nesta linha
de frente são o Médico, Enfermeiro
e o Fisioterapeuta, por se tratarem
de profissionais que garantem a
evolução clínica direta dos pacien-
tes afetados. A Fisioterapia tem sua
importância ainda maior quanto se
trata de pacientes internalizados,
pois, o profissional é responsável por
promover a manutenção das funções
vitais do sistema corporal do pacien-
te; assistência motora e respiratória;
monitoramento dos sistemas cardior-
respiratório; melhora da expansão
pulmonar e a oxigenação do paciente;
melhora do desempenho dos múscu-
los respiratórios.
Em resumo, o trabalho do fisiote-
FISIOTERAPIA E O
CORONAVÍRUS: A
QUARENTENA ACONTECE
CONOSCO?
rapeuta com os pacientes internados
em UTIs diagnosticados com CO-
VID-19 tem sido não só o de garantir
a sua sobrevivência. Mas, principal-
mente, assegurar que ele apresente
o mínimo de sequelas possíveis e um
período menor de internação.
A contratação de novos profis-
sionais só aumenta em todo o país,
devido a grande necessidade de no-
vas vagas para UTI´s de média e alta
complexidade.
Porém a Fisioterapia se faz im-
portante apenas nesta função? A
Resposta é NÃO. O confinamento e
a falta de atendimentos adequados
fazem com que inúmeras pessoas es-
tejam em condições físicas ruins com
dores crônicas que são agravadas pelo
período de quarentena. Saiba que em
condições sanitárias ideais, o Fisiotera-
peuta tem autonomia para decidir se
irão atender seus pacientes, portanto,
idosos e demais pacientes pertencen-
tes ao grupo de risco, podem procurar
encontrar clínicas bem estruturadas e
fundamentadas para atendimento, e
não devem passar por esta fase com
dores e incapacidades. Procure seu
Fisioterapeuta de confiança. Nós do
Instituto Sulmineiro de Cabeça e Pes-
coço encerramos nossas atividades
momentaneamente para pacientes
do grupo de risco e que apresentem
boas condições clínicas. O bom senso
deve sempre prevalecer.
52
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
Dra. Andrea
Nehemy Costa
Membro Titular da Sociedade Brasileira de
Retina e Vítreo (SBRV), médico coordenador
do Departamento de Retina da Fundação
Instituto Penido Burnier (Campinas),
médico preceptor do Departamento
de Oncologia Ocular (Unifesp)
INSTITUTO NEHEMY COSTA
Praça Dr. Francisco Lessa, 44
Telefone: (35) 3551-5388
Guaxupé MG
Dr. Marcio Costa
Membro da Sociedade Brasileira de
Lentes de Contato e Córnea (SOBLEC),
Professora do Curso de Lentes de Contato
"Professor Cleber Godinho", Médica
preceptora do setor de ceratocone e
Lentes de Contato do Instituto Penido
Burnier. Especialista em Retina e Vítreo
Oftalmologia
O
tumor ocular é uma doença rara
e de prognóstico desfavorável
quando diagnosticado em fases
avançadas. Neste artigo destaca-
remos os mais importantes, veja.
TUMORES INTRAOCULARES
Adultos
Melanoma de coróide
Melanoma de coróide é o câncer mais
comum a acometer a parte interna do olho. Sua
incidência é de aproximadamente 6 casos para
cada 1.000.000 de habitantes. É mais comum
em idosos, brancos, sem predileção por sexo. Os
sintomas que o paciente apresenta vão depender
da localização do tumor dentro do olho e do seu
tamanho. Geralmente é assintomático, descober-
to num exame de rotina, mas pode se manifestar
com diminuição da visão.
O primeiro objetivo no tratamento do mela-
noma de coróide é salvar a vida do paciente e tal
tratamento depende do tamanho do tumor. São
possíveis três tratamentos: Enucleação (remoção
do olho), braquiterapia (aplicação de radiação
com Iodo ou Ruthenio) ou endo-ressecção (nova
técnica que remove o tumor de dentro do olho
por micro cirurgia). Se o tamanho for pequeno
ou médio é possível tratar com qualquer uma
das três técnicas. No caso da braquiterapia, um
pequeno implante radioativo é colocado do lado
de fora do olho através de uma cirurgia, liberando
energia responsável pela destruição das células
cancerosas minimizando a radiação a orgãos
saudáveis, como o outro olho, o cérebro, etc.
Em casos de tumores grandes (> 10mm),
a enucleação é a modalidade mais utilizada
(retirada do olho). A remoção do olho, apesar
de parecer agressivo, é uma cirurgia indolor e
pode ser adaptada uma prótese ocular que se
assemelha com o olho real a e o paciente segue
sua vida normalmente.
O tratamento precoce diminui as chances
deste tumor crescer e de apresentar metástase,
principalmente o fígado. É importante estes
pacientes serem avaliados semestralmente com
exames hepáticos nos próximos 5 anos.
Mestástase ocular
É um tumor ocular, decorrente de um tumor
de outro local do corpo, sendo mais frequentes,
mama, pulmão e próstata. Por isso a importância
de um exame oftalmológico em pacientes diag-
nosticados com câncer. O tratamento depende
da localização, da espessura do tumor e da visão
do paciente. A própria quimioterapia sistêmica,
muitas vezes, pode regredir o tumor ocular.
TUMOR OCULAR
CRIANÇAS
Retinoblastoma - é o tumor maligno
intraocular mais frequente da infância e tem
origem na retina. Em 40% dos casos a doença
é hereditária. O tumor acomete principalmente
crianças menores de três anos de idade. Seu
diagnóstico precoce, através do teste do olhinho
pode, muitas vezes, não apenas salvar a visão,
mas principalmente, a vida da criança. Existem
diversos tratamentos como quimioterapia, apli-
cação de laser, placa de radioterapia, crioterapia
e enucleação.
TUMORES DA SUPERFÍCIE OCULAR
Carcinoma de conjuntiva - a conjuntiva
é uma membrana fina que cobre a maior parte
externa do globo ocular (conjuntiva bulbar) e a
parte interna das pálpebras (conjuntiva tarsal). O
diagnóstico dos tumores da conjuntiva, muitas
vezes é feito num exame de rotina , principal-
mente por um oftalmologista treinado para
estes casos.
Um dos principais tumores de conjuntiva
é o carcinoma espinocelular (CEC), um tumor
maligno, que muitas vezes pode ser confundido
com lesões comuns como o pterígeo. Por isso
há necessidade do exame anatomo-patológico
em todas cirurgias deste segmento. O CEC
possui etiologia variada como idade avançada,
exposição a raios ultravioleta, infecção pelo pa-
pilomavirus humano (HPV) e pacientes com baixa
imunidade. Possui baixo grau de malignidade e
raramente leva à metástase, respondendo muito
bem à excisão cirúrgica. Entretanto, pode haver
recorrência, o que o torna mais agressivo.
A terapia de escolha vai depender de cada
caso, porém na maioria das vezes estas lesões
devem ser ressecadas com margem de segurança
e crioterapia, devendo ser realizada por oftal-
mologistas experientes. A quimioterapia tópica
(colirios de mitomicina, interferon) também tem
se mostrado eficaz em alguns casos e com poucos
efeitos adversos, reduzindo a recidiva tumoral.
Melanoma de conjuntiva - Tumor que
pode acometer a conjuntiva do olho e das pálpe-
bras. Mais frequente em adultos. Geralmente são
tumores agressivos que precisam ser tratados de
maneira adequada assim que preciso. Aparecem
como lesões geralmente escuras na superfície
do olho, mas raramente pode aparecer de uma
lesão branca (amelanótica). O diagnóstico é
confirmado através da biópsia de lesões sus-
peitas, retiradas através de cirurgias específicas
para este tipo de tumor. O objetivo deste artigo
é mostrar à população que no olho há também
doenças como tumores. E muitas vezes, quando
diagnosticados precocemente, a taxa de cura
pode chegar a mais de 80% dos casos.
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
FEMINÍSSIMA
MU
LHE
RES
BEM
do
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
Santuca
Mulheres do Bem
56
MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
N
este mês dedicado às mulheres, que tem o seu dia
8 como o internacionalmente a elas, a REVISTA
MÍDIA faz uma merecida homenagem a todas
as mulheres de bem que fazem deste mundo um
lugar melhor para se viver.
Muitas se dividem entre as tarefas de esposa, mãe e profis-
sional. Outras, vão além e fazem o bem. Estão sempre a frente de
grandes desafios sociais, humanitários e altruístas. Na esmagadora
maioria das vezes como grandes voluntárias.
Neste ano, o Caderno Feminíssima rende aplausos aos
trabalhos dessas incríveis mulheres! Seria impossível homena-
gear a todas nesta edição. Depois de ouvirmos algumas leitoras,
chegamos a 6 nomes que representam todas essas mulheres do
bem de nossa cidade.
A enfermeira JUREMA CRISTINA PERES, é especialista em
Gestão e Controle de Infecção, Mestre em Desenvolvimento Sus-
tentável e Qualidade de Vida. Atua como Diretora da Divisão de
Vigilância em Saúde e compõe a equipe que faz o primeiro aten-
dimento aos pacientes com sintomas de coronavírus na cidade.
MARIA ALICE RIBEIRO BUFFONI foi professora na Escola
Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro. Agora, aposentada, está envol-
vida com pelo menos 4 instituições sociais de Guaxupé. Seu traba-
lho é marcante em várias áreas e sempre está pronta para servir.
CLEIDE TAVARES assumiu mais um mandato frente à Casa
da Criança. Com otimismo e dedicação, tem buscado soluções
para amenizar as dificuldades que a instituição vem passando,
sobretudo, em relação a recursos financeiros. Seu trabalho tam-
bém é voluntário.
MARIA GONÇALVES BOLONHA PEREIRA, ou simplesmen-
te, Cida Bolonha, há anos está engajada nos aspectos filantrópicos
da cidade. Como educadora, foi diretora da Escola Estadual Dr.
André Cortez Granero, tem trabalho atuante junto ao Rotary Club
e assumiu a responsabilidade de presidir a Apae de Guaxupé.
Sempre com um sorriso no rosto, está pronta para trabalhar em
favor daqueles que precisam dela.
A educadora SANDRA COSTA é a atual diretora do Departa-
mento de Educação de Guaxupé. Está na função por meritocracia,
pois é concursada e foi professora na rede municipal de ensino.
Possui mestrado em Educação pela PUC-SP. O trabalho feito em
prol da educação pública no município tem sido muito elogiado
pela simplicidade e competência com que ela trabalha.
Encerrando nossa lista destas mulheres admiráveis, a querida
e saudosa MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO, a SANTUCA. Um ícone
como mulher. Um ícone como profissional. Um ícone de altruímo.
Atuou por longos anos na educação pública, com destaque na
Escola Delfim Moreira, onde marcou época. Foi também, por mais
de 8 anos, colunista desta Revista Mídia, e escrevia sobre etiqueta
e comportamento na coluna em que ela mesma nomeou como
“Essencial”.
Porém, depois de uma luta contra um câncer, ela nos deixou
no dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. Deixou muita
saudade mas um legado incrível de uma mulher que soube amar
verdadeiramente as crianças. Sem alarde, sem publicidade, mas
com muito amor, doou – por testamento – a casa onde residiu por
vários anos, à Casa da Criança. No documento, esse era um de seus
desejos que foi prontamente realizado após sua partida. Coube
ao advogado da família comunicar esse presente a direção da
Casa da Criança. Um presente a uma instituição que tanto precisa.
Agora, querida Santuca, sua casa será literalmente a casa da criança
guaxupeana. Receba nosso aplauso de gratidão!
Santuca, sem alarde, sem
publicidade, mas com muito
amor, doou – por testamento
– a casa onde residiu por vários
anos, à Casa da Criança.
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Jurema Peres
Mulheres do Bem
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
Maria Alice Buffoni
Mulheres do Bem
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
Cleide Teixeira
Mulheres do Bem
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
Cida Bolonha
Mulheres do Bem
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
Beauty: LUCAS BATISTA
Foto: RICARDO DIAS
Ela Veste:
Bela Madame Boutique
Sandra Costa
Mulheres do Bem
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MARÇO 2020
REVISTA MÍDIA |
COMER
BEBER
&
permita-se
Pizza Pepperoni
Ponto de Encontro | Guaxupé)
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REVISTA MÍDIA | MARÇO 2020
A Frangonette apresenta um de seus
pratos campeões de vendas: o Lombo à
Mineira. Ele é preparado com lombo na
chapa, arroz branco, tutu de feijão, banana
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e receba em casa pelo telefone (35) 3551-
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Guaxupé - MG
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Pizza Pepperoni
Mais uma pizza de encher os olhos!
Essa é a famosa Pizza de Pepperoni,
preparada com provolone,
pepperoni, pimentão verde,
mussarela, cebola e azeitonas. Não
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CLUBE GUAXUPÉ CELEBRA 1 SÉCULO
Conselho de Administração, Diretoria
Executiva e associados preparam
uma série de eventos, solenidades e
até um baile de gala para comemorar
o primeiro século de vida do Clube
Guaxupé. Comandada pela Diretoria
então formada pelo presidente
Antonio Roberto Polito Medeiros,
Vanílio Oliveira e José Marcos, a
missão de reunir associados de ontem
e hoje foi um sucesso. A estudante
Rebeca Maida Barbosa foi eleita a
Rainha do Centenário. Rainhas que
fazem parte da história, bem como
os ex-presidentes da entidade foram
homenageados. As festividades
terminaram com a realização do
grande baile de gala que lotou o
salão nobre no nosso centenário
Clube Guaxupé. Veja a cobertura
completa da Revista Mídia.
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Por mais um ano, o BLOCO
VERMES & CIA comandou
a badalação do carnaval
mineiro. Reconhecido como
um dos maiores do Estado,
o festival atraiu foliões de
todas as partes do Brasil
e até do exterior. Com
estrutura admirável e line-up
que contou com Dennis
DJ, Claudia Leitte, entre
outros, a festa contagiou as
milhares de pessoasque por
lá passaram, já deixando um
gostinho de quero mais!
Fotos: Joel na Balada
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LÍGIA E RAFAEL COMEMORAM
1° ANO DA LINDA GABRIELA
Para celebrar o
primeiro aniversário
da fofíssima
GABRIELA, os papais
RAFAEL e LÍGIA
reuniram familiares e
amigos para festejar
a data com muita
alegria. O casal, muito
querido, recepcionou
todos com carinho e
a festa surpreendeu
pelo bom gosto.
Feliz da vida
estava também o
irmão FELIPE.
As fotos levam
a assinatura da
incrível fotógrafa
Jane Avellar.
À esta família tão
querida, o abraço
carinhoso desta
Revista Mídia.
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Muita diversão para comemorar
os 3 anos do príncipe LUCAS DIAS
ABDALA TAUIL. Com alegria e sorriso
contagiantes, o antrião recebeu todos
os seus convidados. Felizes estavam os
papais corujas Kêmil e Patrícia, a linda
irmã Soa, os avós Leni Helce, Elias
Abdala, Rosângela Dias e Corrêa,
além dos inúmeros familiares e amigos.
Parabéns, Lucas!
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aniversariantes
Patrícia Abreu Lopes
Marcelino Dias Martins
Iara Cabral Heluany
Jarbas Corrêa Filho
Sérgio Smargiasse
Venerando Vieira Ribeiro
Luiz Octávio Barbosa
Silvânia Minchillo
Marilete Vieira Zampar
Dr. João Batista Mendes FilhoDr. Milton Furquim
João Minchillo Netto
Edelsio Smargiassi
Rita Queiroz Sabbag
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in memoriam
Maria Conceição Ribeiro (Santuca)
Carlos Henrique Zavagli (Caloi)
Joaquim José Bastos (Quinzé)
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