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G neros Discursivos ou Textuais Profa Marcela Redchuk Porqu n o confundimos um card pio com uma carta uma not cia de jornal com uma ora o ou um poema com uma entrevista Porque reconhecemos as caracter sticas dessas esp cies de texto aprendidas na conviv ncia social ou na escola Sabemos tamb m como cada uma delas funciona socialmente N o entramos no consult rio e esperamos que o m dico nos passe uma receita de bolo Cada esp cie de texto circula em um determinado suporte tem seu formato pr prio usa um estilo de linguagem espec fico e funciona em um contexto social dado Essas esp cies de texto s o o que chamamos g neros discursivos ou g neros textuais Eles s o as mais diferentes esp cies de textos escritos ou falados que circulam na sociedade e que s o reconhecidos com facilidade pelas pessoas Por exemplo carta bilhete poema serm o noticia de jornal receita culin ria conversa ao telefone piada romance etc Como que surge um g nero discursivo Um g nero vai se constituindo no uso coletivo da linguagem oral e escrita Os membros de uma comunidade lingu stica v o estabelecendo no correr de sua hist ria modos espec ficos de se dirigirem a determinado p blico para alcan arem determinados objetivos ou fun es S o categorias padr es modelos de texto que digamos t m vida pr pria isto circulam de fato na vida social S o muito numerosos porque atendem as necessidades comunicativas e organizacionais de muitas reas da atividade humana e porque se renovam ao longo do tempo em raz o de novas necessidades novas tecnologias novos suportes Os g neros textuais est o ligados natureza do contrato situacional em que o texto se circunscreve na atividade linguageira Sendo assim apoiados nos postulados de Charaudeau 2004 compreendemos que os dados situacionais geram induzem regularidades discursivas e estas por sua vez nos levam a regularidades lingu sticas textuais Essa complexa rela o gen rica situa os g neros como construtos situacionais que circulam socialmente em nossa vida di ria e que apresentam caracter sticas discursivas situacionais e formais particulares Tais peculiaridades s o institu das por uma finalidade comunicativa espec fica da situa o de comunica o que orienta uma visada discursiva predominante o que nos levaria constru o de restri es situacionais discursivas e formais que s o socialmente compartilhadas e compreens veis entre os sujeitos participantes de uma troca comunicativa qualquer Alex Caldas Sim es 2012 Ao produzir alguns desses textos n o precisamos come ar do zero pois j conhecemos mais ou menos as suas caracter sticas Por exemplo ao escrever uma receita sabemos que ser necess rio listar os ingredientes e depois indicar o modo de preparo
G  neros Discursivos ou Textuais Profa. Marcela Redchuk Porqu   n  o confundimos um card  pio com uma carta, uma not  cia ...
Pode se dizer portanto que as receitas t m uma estrutura relativamente fixa Assim como a tem tica preparo de alimento e o estilo frases curtas objetivas e com predom nio do modo imperativo misture amasse bata etc tamb m s o quase sempre os mesmos Al m da estrutura tem tica e estilo semelhantes os textos de determinado g nero cumprem uma finalidade parecida Quem faz uma receita tem a inten o de ensinar o preparo de um alimento quem d uma aula tem o prop sito de transmitir conte dos Tamb m muito importante considerar o contexto pois uma mesma frase pode ter sentidos distintos em diferentes contextos Considera se contexto a esfera de atua o humana em que interagimos por meio de textos verbais e n o verbais o lar a escola o trabalho a internet e outros O Contexto tem a ver com as Condi es de Produ o do Discurso elas s o o s autor es do discurso o lugar e o tempo em que foi emitido o discurso a inten o do discurso quem s o seus destinat rios e tamb m qual o tema ou assunto geral tratado Para compreender um texto preciso considerar n o s as frases e ou imagens que o comp em mas tamb m o contexto em que foi escrito Suportes textuais Jornais Revistas Livros R dio Tv Internet Livro did tico Faixas etc
Pode-se dizer, portanto que as receitas t  m uma estrutura relativamente fixa. Assim como a tem  tica  preparo de alimento...
Dom nios discursivos Did tico aulas semin rios debates Jornal stico reportagens not cias entrevista Publicit rio propagandas an ncios slogans Religioso ora es jaculat rias salmos serm es Comercial cartas memorandos circulares Pessoal bilhetes cartas di rio Fatores que levam ao conhecimento de cada g nero discursivo Caracter sticas formais composicionais O estilo da linguagem O suporte O contexto ou esfera social de circula o A fun o e os objetivos BIBLIOGRAFIA CALDAS SIM ES Alex A semiolingu stica e os g neros textuais algumas reflex es pertinentes Revista ContraPonto Belo Horizonte v 2 n 2 2012 CHARAUDEAU Patrick Visadas discursivas g neros situacionais e constru o textual In In MACHADO I L MELLO R Org G neros Reflex es em An lise do Discurso Belo Horizonte NAD FALE UFMG 2004 CHARAUDEAU Patrick La problem tica de los g neros De la situaci n a la construcci n textual Revista Signos vol 37 n m 56 2004 pp 23 39 MARCUSCHI L A Por uma proposta para a classifica o dos g neros textuais Recife UFPE 1999 in dito NICOLA J de INFANTE U Palavras e ideias 2 ed Sdo Paulo Scipione 1995 Conceituando Sabendo que o contexto fundamental para que possamos entender plenamente os textos que lemos estes s o alguns contextos onde voc esperaria encontrar cada um desses enunciados Era uma vez num reino muito distante Conto maravilhoso Prezados senhores Venho por meio desta Carta comercial Respeit vel p blico Apresenta o circense Verifique a tens o da rede el trica antes de ligar o aparelho Manual de instru es N O CONT M GL TEN Al Telefonema Embalagem de produto aliment cio
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Leiam os textos a seguir e apontem a que g nero discursivo pertence cada um 1 Hist ria em quadrinhos 2 prospecto m dico 3 carta 4 an ncio em volante N N
Leiam os textos a seguir e apontem a que g  nero discursivo pertence cada um   1  Hist  ria em quadrinhos 2  prospecto m  ...
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