simplebooklet thumbnail

Ed. Especial - Pedagogia

Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 3 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 3  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar Ab...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 4
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 4
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 3 MINIST RIO DA EDUCA O SECRETARIA DE EDUCA O ESPECIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEAR A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Autores Carla Barbosa Alvez Josim rio de Paula Ferreira Mirlene Macedo Dam zio Bras lia 2010
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 3  MINIST  RIO DA EDUCA    O SECRETARIA DE EDUCA    O ESPECIAL ...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 31 5 2010 13 16 Page 4 Minist rio indd 9 5 10 2010 12 29 38
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  31 5 2010  13 16  Page 4                                                               ...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 5 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Sum rio Aos leitores 6 1 Educa o escolar de pessoas com surdez 7 2 Atendimento educacional especializado para pessoas com surdez 9 3 Atendimento educacional especializado em libras 12 4 Atendimento educacional especializado para o ensino de libras 4 1 Sobre l nguas de sinais e LIBRAS 4 2 LIBRAS par metros que a estruturam 4 2 1 Configura o das m os 4 2 2 Ponto de articula o orienta o dire o e regi o de contato 4 2 3 Movimento 4 2 4 Express o facial e corporal 4 3 O estudo de termos t cnico cient ficos nas escolas 4 4 Caminho metodol gico para o ensino de Libras no AEE 14 5 Atendimento educacional especializado para o ensino da lingua portuguesa 18 5 1 Alunos com surdez e o ensino da l ngua portuguesa escrita no AEE 5 2 N veis de ensino do portugu s escrito para alunos com surdez 5 3 Organiza o do ensino da L ngua Portuguesa no AEE 5 4 Algumas atividades pedag gicas envolvendo linguagens e viv ncias no AEE Considera es finais 22 Para saber mais 23 Refer ncias 24 5
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 5  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar Ab...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 6 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Aos Leitores A constru o de um caminho pedag gico para o Atendimento Educacional Especializado AEE para pessoas com surdez numa perspectiva inclusiva com base em princ pios decorrentes dos novos paradigmas tem encontrado dificuldades para se efetivar em virtude de problemas relacionados a decis es pol tico filos ficas pedag gicas metodol gicas e de gest o e planejamento da escola brasileira Nossa inten o esclarecer que o ato educativo relativo ao contexto da escola para o aluno com surdez no que diz respeito ao cotidiano pedag gico precisa ser redirecionado construindo novas e infinitas possibilidades que levem este aluno a uma aprendizagem contextualizada e significativa valorizando seu potencial e desenvolvendo suas habilidades cognitivas ling sticas e s cio afetivas Propomos considerar a pessoa com surdez o conhecimento e o objeto de estudo a partir da base conceitual do pensamento p s moderno que envolve epistemologicamente a complexidade do fen meno inter e intra humano e estabelece uma simbiose entre a educa o da consci ncia e da instru o da intelig ncia Apresentamos neste fasc culo uma proposta capaz de gerar novos ambientes de aprendizagem em que o AEE na modalidade complementar ou suplementar a classe comum tece o ensino mediante uma teoria que leva em conta o conhecimento produzido pelos sujeitos e se estabelece em forma de conex es O AEE como um l cus epistemol gico da educa o inclusiva constitui esta proposta voltada aos alunos com surdez que visa a preparar para a individualidade e a coletividade provocando um processo dial gico de supera o da iman ncia e a busca de mudan as sociais culturais e filos ficas Uma ruptura de fronteiras para as infinitas possibilidades humanas 6
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 6  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar Ab...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 7 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez 1 EDUCA O ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ A educa o escolar das pessoas com surdez nos reporta aproximadamente h dois s culos quando se instaurou um embate pol tico e epistemol gico entre os gestualistas e oralistas Este confronto tem ocupado um lugar de destaque nas pol ticas p blicas nos debates e nas pesquisas cient ficas bem como nas a es pedag gicas empreendidas em prol da educa o desses alunos seja na escola comum ou especial Historicamente as concep es desenvolvidas sobre a educa o de pessoas com surdez se fundamentaram em tr s abordagens diferentes a oralista a comunica o total e a abordagem por meio do bilinguismo As propostas educacionais centraram se ora na inser o desses alunos na classe comum ora na classe especial ou na escola especial As escolas comuns ou especiais pautadas no oralismo visaram capacita o da pessoa com surdez para a utiliza o da l ngua da comunidade ouvinte na modalidade oral como nica possibilidade ling stica o uso da voz e da leitura labial tanto na vida social como na escola As propostas educacionais baseadas no oralismo n o conseguiram atingir resultados satisfat rios porque normalizaram as diferen as n o aceitando a l ngua de sinais dessas pessoas e centrando os processos educacionais na vis o da reabilita o e naturaliza o biol gica A comunica o total considerou a pessoa com surdez de forma natural aceitando suas caracter sticas e prescrevendo o uso de todo e qualquer recurso poss vel para a comunica o procurando potencializar as intera es sociais considerando as reas cognitivas ling sticas e afetivas dos alunos Os resultados obtidos com esta concep o s o question veis quando observamos as pessoas com surdez frente aos desafios da vida cotidiana A linguagem gestual visual os textos orais os textos escritos e as intera es sociais pareciam n o possibilitar um desenvolvimento satisfat rio e esses alunos continuavam segregados permanecendo em seus guetos ou seja marginalizados exclu dos do contexto maior da sociedade Esta concep o n o valorizou a l ngua de sinais portanto pode se dizer que a comunica o total uma outra fei o do oralismo Os dois enfoques oralista e comunica o total deflagraram um processo que n o favoreceu o pleno desenvolvimento das pessoas com surdez por focalizar o dom nio das modalidades orais negando a l ngua natural desses alunos e provocando perdas consider veis nos aspectos cognitivos s cio afetivos ling sticos pol ticos culturais e na aprendizagem Em favor da modalidade oral por exemplo usava se o portugu s sinalizado e desfigurava se a rica estrutura da l ngua de sinais cujo processo de deriva o lexical descartado Por outro lado a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utiliza o de duas l nguas no cotidiano escolar e na vida social quais sejam a l ngua de sinais e a l ngua da comunidade ouvinte Estudos t m demonstrado que esta abordagem corresponde melhor s necessidades do aluno com surdez em virtude de respeitar a l ngua natural e construir um ambiente prop cio para a 7
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 7  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar Ab...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 8 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez sua aprendizagem escolar Diante dessas concep es torna se urgente repensar a educa o escolar dos alunos com surdez tirando o foco do confronto do uso desta ou daquela l ngua e buscar redimensionar a discuss o acerca do fracasso escolar situando a no debate atual acerca da qualidade da educa o escolar e das pr ticas pedag gicas preciso construir um campo de comunica o e de intera o amplos possibilitando que a l ngua de sinais e a l ngua portuguesa preferencialmente a escrita tenham lugares de destaque na escolariza o dos alunos com surdez mas que n o sejam o centro de todo o processo educacional A Pol tica Nacional de Educa o Especial na Perspectiva da Educa o Inclusiva 2008 vem ao encontro do prop sito de mudan as no ambiente escolar e nas pr ticas sociais institucionais para promover a participa o e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum Muitos desafios precisam ser enfrentados e as propostas educacionais revistas conduzindo a uma tomada de posi o que resulte em novas pr ticas de ensino e aprendizagem consistentes e produtivas para a educa o de pessoas com surdez nas escolas p blicas e particulares necess rio reinventar as formas de conceber a escola e suas pr ticas pedag gicas rompendo com os modos lineares do pensar e agir no que se refere escolariza o O paradigma inclusivo n o se coaduna com concep es que dicotomizam as pessoas com ou sem defici ncia pois os seres humanos se igualam na diferen a refletida nas rela es experi ncias e intera es As pessoas com surdez n o podem ser reduzidas condi o sensorial desconsiderando as potencialidades que as integram a outros processos perceptuais enquanto seres de consci ncia pensamento e linguagem As pessoas com surdez n o podem ser reduzidas ao chamado mundo surdo com uma identidade e uma cultura surda no descentramento identit rio que podemos conceber cada pessoa com surdez como um ser biopsicosocial cognitivo cultural n o somente na constitui o de sua subjetividade mas tamb m na forma de aquisi o e produ o de conhecimentos capazes de adquirirem e desenvolverem n o somente os processos visuais gestuais mas tamb m de leitura e escrita e de fala se desejarem Pensar e construir uma pr tica pedag gica que assuma a abordagem bil ng e e se volte para o desenvolvimento das potencialidades das pessoas com surdez na escola fazer com que esta institui o esteja preparada para compreender cada pessoa em suas potencialidades singularidades e diferen as e em seus contextos de vida Na abordagem bil ng e a Libras e a L ngua Portuguesa em suas variantes de uso padr o quando ensinadas no mbito escolar s o deslocadas de seus lugares especificamente ling sticos e devem ser tomadas em seus componentes hist rico cultural textual e pragm tico al m de seus aspectos formais envolvendo a fonologia morfologia sintaxe l xico e sem ntica Para que isso ocorra n o se discute o biling ismo com olhar fronteiri o ou territorializado pois a pessoa com surdez n o estrangeira em seu pr prio pa s embora possa ser usu ria da Libras um sistema ling stico com caracter sticas e status pr prios 8
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 8  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar Ab...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 9 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Na perspectiva inclusiva da educa o de pessoas com surdez o bilinguismo que se prop e aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em outra l ngua e de participar de um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua capacidade perceptivo cognitiva suas habilidades para atuar e interagir em um mundo social que de todos considerando o contradit rio o amb guo as diferen as entre as pessoas Continuar portanto o embate epistemol gico entre o uso exclusivo da Libras ou o uso exclusivo do L ngua Portuguesa al m das quest es que foram levantadas sobre o bilinguismo manter a exclus o escolar dos alunos com surdez Assim deflagrar iniciativas no meio escolar pautadas no reconhecimento e na valoriza o das diferen as que demonstrem a possibilidade da educa o escolar inclusiva de pessoas com surdez na escola comum brasileira De acordo com o Decreto 5 626 de 5 de dezembro de 2005 as pessoas com surdez t m direito a uma educa o que garanta a sua forma o em que a L ngua Brasileira de Sinais e a L ngua Portuguesa preferencialmente na modalidade escrita constituam l nguas de instru o e que o acesso s duas l nguas ocorra de forma simult nea no ambiente escolar colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo Diante do exposto a proposta de educa o bil ngue pauta a organiza o da pr tica pedag gica na escola comum na sala de aula comum e no AEE 2 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA PESSOAS COM SURDEZ O AEE para alunos com surdez na perspectiva inclusiva estabelece como ponto de partida a compreens o e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem O atendimento as necessidades educacionais espec ficas desses alunos reconhecido e assegurado por dispositivos legais que determinam o direito a uma educa o bil ngue em todo o processo educativo O AEE deve ser visto como uma constru o e reconstru o de experi ncias e viv ncias conceituais em que a organiza o do conte do curricular n o deve estar pautada numa vis o linear hierarquizada e fragmentada do conhecimento O conhecimento precisa ser compreendido como uma teia de rela es na qual as informa es se processam como instrumento de interlocu o e de di logo As pr ticas de sala de aula comum e do AEE devem ser articuladas por metodologias de ensino que estimulem viv ncias e que levem o aluno a aprender a aprender propiciando condi es essenciais da aprendizagem dos alunos com surdez na abordagem bil ngue Para construir um ambiente de aprendizagem favor vel a esses e aos demais alunos que potencialize a capacidade de pensar de cada um de questionar e entrar em conflito com novas id ias o professor da sala de aula comum dever buscar recursos e mate9
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 9  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar Ab...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 10 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez riais diversificados Por meio de uma metodologia vivencial de aprendizagem os alunos ampliam sua forma o indo ao encontro de respostas aos seus questionamentos no processo investigativo Ao agir dessa maneira o aluno aprende a aprender desenvolvendo a linguagem e a l ngua o pensamento as aptid es as habilidades e os talentos O AEE promove o acesso dos alunos com surdez ao conhecimento escolar em duas l nguas em Libras e em L ngua Portuguesa a participa o ativa nas aulas e o desenvolvimento do seu potencial cognitivo afetivo social e lingu stico com os demais colegas da escola comum A pr tica pedag gica do AEE parte dos contextos de aprendizagem definidos pelo professor da sala comum que realizando pesquisas sobre o assunto a ser estudado e elabora um plano de trabalho envolvendo os conte dos curriculares O professor de AEE entra em contato com esse plano de trabalho para desenvolver as atividades complementares com os alunos com surdez A elabora o do Plano de AEE inicia se com o estudo das habilidades e necessidades educacionais espec ficas dos alunos com surdez bem como das possibilidades e das barreiras que tais alunos encontram no processo de escolariza o Conforme Dam zio 2007 o AEE envolve tr s momentos did tico pedag gicos l Atendimento Educacional Especializado em Libras l Atendimento Educacional Especializado de Libras l Atendimento Educacional Especializado de L ngua Portuguesa O AEE em seus tr s momentos visa oferece a esses alunos a oportunidade de demonstrarem se beneficiar de ambientes inclusivos de aprendizagem As fotos a seguir ilustram esses momentos did tico pedag gicos na escola comum 10
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 10  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 11 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Foto 01 AEE ensino de Libras Dois alunos com surdez e o professor dialogando em Libras sobre a localiza o dos ind genas que est o estudando Na lousa est o fixados os mapas do Brasil e do mundo Foto 02 AEE constru o de conceito em Libras A professora no AEE ensina em Libras construindo com o um aluno conceitos sobre o ciclo de vida da Taenia Solium por meio de recursos visuais tais como uma maquete um cartaz e um esqueleto humano Foto 03 AEE ensino de L ngua Portuguesa na modalidade escrita Dois alunos com surdez est o sendo orientados pela professora de L ngua Portuguesa 11
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 11  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 12 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez 3 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM LIBRAS O AEE em Libras fornece a base conceitual dos conte dos curriculares desenvolvidos na sala de aula Esse atendimento contribui para que o aluno com surdez participem das aulas compreendendo o que tratado pelo professor e interagindo com seus colegas O AEE em Libras ocorre em hor rio oposto ao da escolariza o o professor do AEE trabalha com os conte dos curriculares que est o sendo estudado no ensino comum em Libras articuladamente com o professor de sala de aula Trata se de um trabalho complementar ao que est sendo estudado na sala de aula de uma explora o do conte do em Libras em que o professor de AEE retoma as id ias essenciais avaliando durante o processo o plano de atendimento do aluno com surdez A proposta pedag gica deve possibilitar a amplia o da rela o dos alunos com o conhecimento levando os a formular suas id ias a partir do questionamento de pontos de vista e da liberdade de express o Para que os construam conhecimentos as aulas devem ser planejadas pelos professores das diferentes reas Foto 05 Dois alunos recepcionados pelo professor na sala de recursos multifuncionais em Libras Eles est o junto a uma maquete ao fundo h uma prateleira com materiais did ticos pedag gicos Foto 04 Quatro professores sentados ao redor de uma mesa com livros e cadernos tendo um quadro ao fundo com um painel do conte do Ind genas Brasileiros discutindo o trabalhado do AEE em Libras O planejamento do AEE em Libras atribui o do professor deste atendimento conforme as seguintes etapas essenciais Acolhimento de todos os alunos que precisam ser valorizados mantendo uma rela o de respeito e confian a com o professor A identifica o das habilidades e necessidades educacionais espec ficas dos alunos contemplando a avalia o inicial dos conhecimentos dos alunos 12
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 12  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 13 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Foto 06 A professora do AEE e o aluno com surdez dialogando em Libras sobre os diversos materiais da cultura de ind genas brasileiros Parceria com os professores da sala de aula comum para a discuss o dos conte dos curriculares objetivando a coer ncia entre o planejamento das aulas e o do AEE Esse planejamento propicia uma organiza o did tica bem estruturada que contribuir para a compreens o dos conceitos referentes aos conte dos curriculares possibilitando aos alunos com surdez estabelecer rela es e ampliar seu conhecimento acerca dos temas desenvolvidos em L ngua Portuguesa e em Libras Estudo dos termos cient ficos pr prios das reas espec ficas em Libras Neste momento h uma amplia o do vocabul rio t cnico da Libras a necessidade de cria o de novos sinais e o aprofundamento dos conhecimentos nessa l ngua Foto 07 Dois professores discutindo os termos t cnicos do conte do ind genas brasileiros em Libras ao fundo h um painel e outros materiais referentes a tem tica Foto 08 Imagem de prateleiras com potes de l pis de cor maquetes que representam as fases da mitose e da meiose cartazes do mapa mundi uma pintura em tela cadernos fichas e livros 13
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 13  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 14 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Identifica o organiza o e produ o de recursos did ticos acess veis a serem utilizados para ilustrar as aulas na sala de aula comum e no AEE al m de estrat gias de dramatiza o pantomima e outras que contribuem com constru o de diferentes conceitos Os recursos visuais s o essenciais uma vez que a l ngua de instru o do AEE Libras Portanto as salas de recursos multifuncionais devem ter muitos materiais visuais dispostos em murais livros pain is fotos sobre os conte dos e outros A produ o desses recursos pelos professores e alunos primordial para a compreens o dos conte dos curriculares em Libras enriquecendo a aula e tornando a mais atraente e representativa Avalia o da aprendizagem por meio da Libras importante para que se verifique a compreens o e a evolu o conceitual dos alunos com surdez no AEE Considerando que a educa o escolar dos alunos com surdez tem como l ngua de instru o a Libras e a L ngua Portuguesa o aluno realizar suas avalia es em sala de aula comum em L ngua Portuguesa e em Libras de acordo com os objetivos propostos Foto 09 Dois alunos e o professor discutindo em Libras ao redor de uma maquete que representa a zona rural e a zona urbana e a polui o dos rios 4 O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA O ENSINO DE LIBRAS 4 1 SOBRE L NGUAS DE SINAIS E LIBRAS As l nguas de sinais s o l nguas naturais e complexas que utilizam o canal visual espacial articula o das m os express es faciais e do corpo para estabelecer sua estrutura Todas as l nguas s o independentes umas das outras e as l nguas de sinais possuem estruturas gramaticais pr prias compostas de aspectos ling sticos fonol gico morfol gico sint tico e sem ntico pragm tico As l nguas de sinais assim como as l nguas orais possibilitam aos seus usu rios discutir avaliar e relacionar temas relativos a qualquer ramo da ci ncia ou contexto cient fico A l ngua de sinais n o universal e cada pa s possui sua pr pria l ngua de sinais com 14
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 14  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 15 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez varia es regionais No Brasil a Libras reconhecida pela Lei 10 436 2002 entendida como a forma de comunica o e express o em que o sistema ling stico de natureza visual motora com estrutura gramatical pr pria constitui um sistema ling stico de transmiss o de id ias e fatos oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil Nos ltimos anos v rias iniciativas foram criadas para promover o uso da Libras nas escolas desenvolvendo pr ticas pedag gicas que favorecem o ensino dessa l ngua para as pessoas com surdez Tais a es s o necess rias considerando a singularidade da l ngua de sinais e que esta n o usual na sociedade Assim um dos desafios das pol ticas p blicas inclusivas para as escolas brasileiras a constru o de ambientes educacionais para o ensino da Libras por meio de m todos adequados direito das pessoas surdas o acesso ao aprendizado da Libras desde a educa o infantil para sua apropria o de maneira natural e ao longo das demais etapas da educa o b sica com a presen a de um profissional habilitado preferencialmente surdo Essa habilita o para o ensino da Libras pode ser obtida por meio do exame Prolibras promovido pelo MEC INEP ou por meio do curso de licenciatura Letras Libras 4 2 LIBRAS PAR METROS QUE A ESTRUTURAM Como l ngua a Libras tem suas normas padr es e regras pr prias Seus sinais s o formados pelo movimento e pelas combina es das m os com o espa o em frente ao corpo Segundo Brito 1995 a estrutura da Libras constitu da de par metros prim rios e secund rios configura o das m o ponto de articula o movimento e disposi o das m os orienta o da palma das m os regi o de contato e express es faciais Os par metros definem as articula es das m os com os componentes do corpo e conferem Libras uma organiza o dos movimentos gestuais e das express es por ela transmitida 4 2 1 CONFIGURA O DAS M OS As m os assumem diversas formas para a realiza o de um sinal De acordo com estudos apresentados pelo Instituto Nacional de Educa o dos Surdos INES s o 63 posi es diferentes dos dedos e da m o Foto 10 Configura o das m os Fonte http www ines gov br libras principal asp 15
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 15  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 08 Page 16 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez 4 2 2 PONTO DE ARTICULA O ORIENTA O DIRE O E REGI O DE CONTATO O ponto de articula o o espa o em frente ao corpo ou uma regi o do pr prio corpo onde os sinais se articulam Orienta o dire o dire o a forma que a palma da m o assume durante o sinal e orienta o das m os a regi o de contato parte da m o que entra em contato com o corpo Foto 11 Duas fotos de uma mesma pessoa fazendo gestos com as m os na altura do peito e acima da cabe a 4 2 3 MOVIMENTO S o diversos os movimentos e deslocamentos que a m o assume para realizar um sinal internos da m o do pulso e direcionais no espa o Foto 12 Duas fotos de uma mesma pessoa fazendo gestos com as m os na altura do rosto e na cintura 4 2 4 EXPRESS O FACIAL E CORPORAL S o componentes n o manuais muito importantes que participam da composi o da l ngua de sinais constituindo elementos diferenciadores para expressar sentimentos e determinar significados interroga o exclama o nega o afirma o 16
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 08  Page 16  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 17 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez 4 3 O ESTUDO DE TERMOS T CNICO CIENT FICOS NAS ESCOLAS Os estudos e as pesquisas dos termos t cnico cient ficos das diferentes reas do conhecimento em Libras est o em processo de desenvolvimento Sua sistematiza o visa ampliar o l xico da Libras e geralmente realizado na intera o entre alunos professores e tradutores int rpretes da Libras A cria o e organiza o desses termos em Libras fundamental para l Subsidiar o tradutor int rprete e o professor bil ng e a trabalhar em Libras em seus v rios contextos cient ficos l Desenvolver referencial te rico que possibilite a apreens o de termos inerentes aos conhecimentos cient ficos l Construir conceitos em sala de aula e possibilitar amplia o das compet ncias ling sticas da pessoa com surdez em Libras e em L ngua Portuguesa l Gerar novas conven es em gloss rios e dicion rios da Libras 4 4 CAMINHO METODOL GICO PARA O ENSINO DE LIBRAS NO AEE O ensino de uma l ngua requer crit rios metodol gicos que favore am a contextualiza o significativa considerando que nem sempre o signo ling stico motivado Na organiza o do AEE o professor de Libras deve planejar o ensino dessa l ngua a partir dos diversos aspectos que envolvem sua aprendizagem como referencias visuais anota o em l ngua portuguesa dactilologia alfabeto manual par metros prim rios e secund rios classificadores e sinais Para atuar no ensino de Libras o professor do AEE precisa ter conhecimento estrutura e flu ncia na Libras desenvolver os conceitos em Libras de forma vivencial e elaborar recursos did ticos O AEE deve ser planejado com base na avalia o do conhecimento que o aluno tem a respeito da Libras e realizado de acordo com o est gio de desenvolvimento da l ngua em que o aluno se encontra Ap s a avalia o inicial o professor de Libras precisa pensar na organiza o did tica que implica o uso de imagens e de todo tipo de refer ncias FOTO 13 Dois professores ensinam Libras cinco alunos com surdez utilizando referenciais visuais Foto 14 Professora de Libras segurando um painel de fotos de cidade e um aluno com surdez explicando em Libras Na lousa tem fotos de cidade e de fazenda 17
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 17  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 18 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez No decorrer do atendimento os alunos interagem e vivenciam di logos e trocas simb licas Os professores e os alunos recorrem a v rios recursos pedag gicos tais como DVDs livros dicion rios materiais concretos dentre outros O professor do AEE avalia sistematicamente a aprendizagem dos alunos em Libras conhecimento dos sinais flu ncia e simetria Em flu ncia e simetria analisam configura o de m o ponto de articula o movimento orienta o e express o facial Avaliam tamb m o emprego de termos t cnico cient ficos de acordo com o ano ou ciclo escolar em que o aluno se encontra 5 AEE PARA O ENSINO DA L NGUA PORTUGUESA A proposta did tico pedag gica para se ensinar portugu s escrito para os alunos com surdez orienta se pela concep o bil ng e Libras e Portugu s escrito como l nguas de instru o destes alunos A escola constitui o l cus da aprendizagem formal da l ngua Portuguesa na modalidade escrita em seus v rios n veis de desenvolvimento Na educa o bil ng e os alunos e professores utilizam as duas l nguas em diversas situa es do cotidiano e das pr ticas discursivas Foto 15 A professora de L ngua Portuguesa com o aluno com surdez explora diversos conceitos utilizando um livro com imagens Foto 16 Professora de L ngua Portuguesa com dois alunos com surdez trabalhando na produ o de texto com uso de livros e dicion rios Para o ensino de a L ngua Portuguesa escrita no AEE importante considerar l Alunos com surdez e o ato de ler al m da atribui o de significados imagem gr fica Martins 1982 define a leitura como a rela o que o leitor estabelece com a pr pria experi ncia por meio do texto Envolve aspectos sensoriais emocionais e racionais Ler n o dizer o j dito mas falar do outro sentido imposs vel uma leitura do consenso as diferentes interpreta es revelam a riqueza presentes no texto A leitura se d por meio de um processo de interlocu o entre o leitor e o autor mediados pelo texto num movimento que estimula seus mecanismos perceptivos do todo para as partes e vice versa resultando nos percursos de contextualiza o descontextualiza o e recontextualiza o No percurso de contextualiza o o aluno parte do todo textual para formar o sentido inicial da produ o de significados o percurso de descontextualiza18
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 18  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 19 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez o h o reconhecimento das partes do texto das suas estruturas em palavras e frases s labas e grafemas No percurso da recontextualiza o o aluno realiza o processo de montagem de outros sentidos e a produ o de novas palavras ou textos l Aluno com surdez e ato de escrever o texto uma tessitura de palavras id ias e concep es articuladas de forma coerente e coesa Ensinar aos alunos com surdez assim como aos demais alunos a produzir textos em Portugu s objetiva torn los competentes em seus discursos oferecendo lhes oportunidades de interagir nas pr ticas da l ngua oficial e de transformar se em sujeitos de saber e poder com criatividade e arte Para que essa aprendizagem ocorra a educa o escolar deve apresentar aos alunos com surdez a diversidade textual circulante em nossas pr ticas sociais Essa apropria o dos g neros e discursos essencial para que os alunos fa am uso da l ngua portuguesa 5 1 ALUNOS COM SURDEZ E O ENSINO DA L NGUA PORTUGUESA ESCRITA NO AEE Ao ensinar l ngua portuguesa escrita deve se conceber que o processo de letramento requer o desenvolvimento e aperfei oamento da l ngua em v rias pr ticas sociais de intera o verbal e discursiva principalmente da escrita Para Soares 2003 o letramento como o resultado da a o de ensinar ou de aprender a ler e escrever configura um estado ou a condi o que adquire um grupo social ou um indiv duo como conseq ncia de ter se apropriado da escrita Considera que o letramento traz conseq ncias pol ticas econ micas culturais para os indiv duos e grupos que se apropriam da escrita fazendo com que esta se torne parte de suas vidas como meio de express o e comunica o A apropria o da l ngua portuguesa escrita demanda atividades de reflex o voltadas para a observa o e a an lise de seu uso para o conhecimento de sua estrutura e sistema ling stico funcionamento e varia es em contextos de pr tica tanto nos processos de leitura como na produ o de texto A reflex o sobre a l ngua permite ao aluno conhecer e usar a gram tica normativa produzir os v rios g neros textuais e ampliar sua compet ncia e desempenho ling stico 5 2 N VEIS DE ENSINO DO PORTUGU S ESCRITO PARA ALUNOS COM SURDEZ Para a aprendizagem do Portugu s a proposta did tico pedag gica em um primeiro n vel de ensino deve iniciar se com os processos de letramento que perpassam a educa o infantil e o ciclo de alfabetiza o no decorrer do ensino fundamental Num segundo n vel intermedi rio os textos devem apresentar estruturas organiza o e funcionamento de razo vel complexidade em condi es de promover a leitura interpreta o e escrita segundo categorias mais elaboradas da l ngua portuguesa No terceiro n vel os conhecimentos do Portugu s escrito devem recair sobre o uso da l ngua oficial na leitura e na produ o de textos mais complexos 5 3 ORGANIZA O DO ENSINO DA L NGUA PORTUGUESA NO AEE Este momento did tico pedag gico deve acontecer em sala de recursos multifuncionais em hor rio oposto ao da sala de aula comum envolvendo a articula o dos profes19
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 19  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 20 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez sores do AEE e da sala de aula comum Considerando as etapas de ensino o ensino da l ngua portuguesa dever ser desenvolvido por professores com forma o em Letras que conhe am com os pressupostos ling sticos e te ricos que norteiam esse trabalho O objetivo desse atendimento desenvolver a compet ncia ling stica bem como textual dos alunos com surdez para que sejam capazes de ler e escrever em l ngua portuguesa Para tanto a sala de recursos multifuncionais precisa ter l amplo acervo textual em L ngua Portuguesa capaz de oferecer ao aluno a pluralidade dos discursos pelos quais possam ter oportunidade de intera o com os mais variados tipos de situa o e de enuncia o l presen a de pistas escritas pr estabelecidas pelo professor em concord ncia com os alunos de forma que possam ser utilizadas como canal de comunica o entre os alunos e o professor colocando em uso a estrutura e funcionamento da l ngua No momento do AEE para o ensino da l ngua portuguesa escrita o professor n o utiliza a Libras a qual n o indicada como intermedi ria nesse aprendizado Entretanto previs vel que o aluno utilize a interl ngua na reflex o sobre as duas l nguas cabendo ao o professor mediar o processo de modo a conduzi lo a diminui o gradativamente desse uso As aulas AEE para o ensino do Portugu s escrito s o preparadas segundo o desenvolvimento e aprendizagem dos alunos O professor do AEE avalia e analisa o est gio de desenvolvimento ling stico dos alunos em rela o leitura e escrita tendo por base suas pr prias produ es e interpreta es de textos dial gicos descritivos narrativos e dissertativos Como o canal de comunica o espec fico para o ensino e a aprendizagem a l ngua portuguesa o aluno pode utilizar a leitura labial caso tenha desenvolvido habilidade e a leitura e a escrita Considerando que os recursos escritos s o vitais para a compreens o e explora o textual e contextual do conte do o AEE para o ensino de l ngua portuguesa escrita deve ser di rio pois a aquisi o de uma l ngua demanda um exerc cio constante O professor deve estimular os alunos provocando os a enfrentar esse desafio de aprender o Portugu s escrito O ensino da l ngua portuguesa por escrito de extrema import ncia para o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com surdez em sala de aula comum e na vida social A avalia o das aquisi es do Portugu s pelos alunos deve colocar em evid ncia os avan os e dificuldades de cada um e servir para redefinir o planejamento 5 4 ALGUMAS ATIVIDADES PEDAG GICAS ENVOLVENDO LINGUAGENS E VIV NCIAS NO AEE Para fases iniciais de aprendizado da L ngua Portuguesa l Express o corporal l Express o art stico cultural l Dramatiza o l Contextualiza o de situa es vividas l Aula passeio l Sess o de filmes 20
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 20  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 21 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez Para a leitura l Leitura de cones sinais ndices s mbolos e signos lingu sticos l Leitura visual de imagens l Leitura de texto escrito texto frases palavras s labas letras l Interpreta o compreens o por meio do desenho l Interpreta o compreens o por meio da escrita aplica o das condi es de produ o dos g neros textuais e discursivos Para a escrita l Do desenho palavra da palavra ao desenho l Da frase ao desenho do desenho frase l Do texto ao desenho do desenho ao texto l Escrita de diferentes g neros textuais Para descoberta da escrita linguagens l dicas l Brincadeiras l Jogos interativos l Testes problema l Jogos eletr nicos l Inform tica l Livros Para desenvolver o l xico estudos ortogr ficos e do sentido das palavras em diferentes contexto l Propor atividades de escrita contextualizada ou seja a partir de um dado assunto aprender a escrever com sentido e n o apenas desenhar palavras l Contextualizar o uso do l xico das palavras da L ngua Portuguesa escrita em v rias situa es diferentes manga de camisa manga fruta e outras Para a produ o de textos escritos em Portugu s l Cultivar no aluno com surdez o processo de criar signos para interagir com outras pessoas por meio da produ o de textos escritos bilhetes cartas etc A escola tem uma contribui o muito importante na inclus o da pessoa com surdez na sociedade e nesse sentido o aprendizado do Portugu s escrito tem a sua parte por ser mais um instrumento que essa pessoa ter para se integrar sociedade O ensino do Portugu s escrito n o restringe alfabetiza o das pessoas com surdez portanto todos os n veis de letramento desde o in cio do aprendizado at o ensino superior precisam ser desenvolvidos e nesse sentido o AEE para o ensino da l ngua portuguesa escrita indispens vel 21
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 21  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 22 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez CONSIDERA ES FINAIS O fracasso do processo educativo das pessoas com surdez um problema resultado das concep es pedag gicas de educa o escolar adotadas pelas escolas e de suas pr ticas O foco do trabalho deve ser a transforma o das suas pr ticas pedag gicas excludentes em inclusivas pois se compreende o homem como um ser dial gico transformacional inconcluso reflexivo s ntese de m ltiplas determina es num conjunto de rela es sociais com capacidade de idealizar e de criar Por isso que defendemos a reinven o das pr ticas pedag gicas na perspectiva da educa o escolar inclusiva para pessoas com surdez visando proporcionar a essas pessoas a oportunidade de aquisi o de habilidades para a vida em comunidade ou seja como atuar e interagir com seus pares no mundo considerando o contradit rio o amb guo o complexo e o diferente e suas conseq ncias Continuar neste embate epistemol gico entre gestualistas e oralistas manter na exclus o escolar as pessoas com surdez V se portanto a urg ncia de deflagrar iniciativas que desconstruam os modelos conservadores da escola comum para gestar formas de fazer uma educa o escolar inclusiva pautada no reconhecimento e na valoriza o das diferen as mostrando efetiva e coerentemente a possibilidade da educa o escolar inclusiva de pessoas com surdez na escola comum brasileira Mediante todas as quest es apresentadas primordial valorizar as diferen as humanas e aprender com o diferente n o pela diferen a que a sua defici ncia imp e mas pela singularidade de sermos diferentes enquanto condi o humana que intr nseca a cada um O respeito e o oferecimento do atendimento educacional especializado para pessoa com surdez direito do aluno com surdez e como tal n o deve ser questionado pois a aceita o de sua diferen a que assegurar a sua aprendizagem 22
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 22  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 23 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez REFER NCIAS ASSOCIA O BRASILEIRA DE NORMAS T CNICAS NBR 15599 2008 Acessibilidade Comunica o na presta o de servi os Rio de Janeiro ABNT 2008 Dispon vel em http www mj gov br corde arquivos ABNT NBR15599 pdf Acesso em 20 maio 2009 BRASIL Presid ncia da Rep blica Casa Civil Subchefia para Assuntos Jur dicos Constitui o da Rep blica Federativa do Brasil de 1988 Bras lia Senado Federal Dispon vel em http www planalto gov br ccivil_03 Constituicao Constitui ao htm Acesso em 26 jun 2009 BRASIL Presid ncia da Rep blica Casa Civil Subchefia para Assuntos Jur dicos Decreto n 5 296 de 2 de dezembro de 2004 Regulamenta as Leis nos 10 048 de 8 de novembro de 2000 que d prioridade de atendimento s pessoas que especifica e 10 098 de 19 de dezembro de 2000 que estabelece normas gerais e crit rios b sicos para a promo o da acessibilidade das pessoas portadoras de defici ncia ou com mobilidade reduzida e d outras provid ncias Bras lia DF 2 dez 2004 BRASIL Senado Federal Subsecretaria de Informa es Lei n 10 753 de 30 de outubro de 2003 Institui a Pol tica Nacional do Livro Bras lia DF 30 out 2003 Dispon vel em Acesso em 26 jun 2009 BRASIL Presid ncia da Rep blica Casa Civil Subchefia para Assuntos Jur dicos Lei n 9 610 de 19 de fevereiro de 1998 Altera atualiza e consolida a legisla o sobre direitos autorais e d outras provid ncias Bras lia DF 19 fev 1998 Dispon vel em Acesso em 26 jun 2009 23
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 23  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...
Marcos Seesp Mec Fasciculo IV qxd 28 10 2010 11 09 Page 24 A Educa o Especial na Perspectiva da Inclus o Escolar Abordagem Bil ngue na Escolariza o de Pessoas com Surdez PARA SABER MAIS BAKHTIN M V Marxismo e Filosofia da Linguagem S o Paulo Hucitec 1986 BRASIL Minist rio da Educa o e do Desporto Secretaria de Educa o Especial Pol tica Nacional de Educa o Especial Bras lia MEC SEESP 1994 CAMARA J R Manual de Express o oral e escrita Petr polis Vozes 2002 CHAUI M Convite Filosofia S o Paulo tica 2001 DALLAN S S Signwriting sistema escrito para l ngua de sinais 2008 DAM ZIO M F M Atendimento Educacional Especializado Pessoa com Surdez S o Paulo MEC SEESP 2007 52 p DAM ZIO M F M Concep es Subjacentes Educa o das Pessoas com Surdez 2005 DAM ZIO M F M Educa o Escolar de Pessoa com Surdez uma proposta inclusiva Tese de Doutorado Campinas Universidade Estadual de Campinas 2005 p 117 DAM ZIO M F M FERREIRA J Educa o Escolar de Pessoas com Surdez Atendimento Educacional Especializado em Constru o Revista Inclus o Bras lia MEC V 6 2008 FERREIRA BRITO L Por uma Gram tica de L nguas de Sinais Rio de Janeiro Tempo Brasileiro 1995 HALL S A identidade cultural na p s modernidade Rio de Janeiro DP A 2006 KLEIMAN A B org Os Significados do Letramento Campinas Mercado de Letras 1995 MANTOAN M T E Inclus o Escolar O que Por qu Como fazer S o Paulo Moderna 2003 MARTINS M H O que leitura S o Paulo Brasiliense 1982 MORIN E Introdu o ao pensamento complexo 3 ed Lisboa St ria 2001 ORLANDI E Interpreta o Petr polis Vozes 1996 QUADROS R M de KARNOPP L B L ngua de sinais brasileira Porto Alegre Artmed Editora 2004 SOARES M Alfabetiza o e Letramento S o Paulo Contexto 2003 SOARES M Letramento um tema em tr s g neros Belo Horizonte Aut ntica 2003 TRAVAGLIA L C Gram tica e Intera o S o Paulo Cortez 1997 24
Marcos Seesp-Mec Fasciculo IV.qxd  28 10 2010  11 09  Page 24  A Educa    o Especial na Perspectiva da Inclus  o Escolar A...