Religião

 

Educação

 

Oligarquias

 

Escravatura

 

Influências Portuguesas

 

 

TIL

 

 

 

 

 

Por José de Alencar

LPL - 2ºB

 

 Sumário

1-Influências Portuguesas no Brasil

2-Sociedade Patriarcal

 

3-Escravatura

 

4-Religião

 

5-Oligarquias

   Influências Portuguesas no Brasil                                Til por José de Alencar

 

Influências Portuguesas no Brasil

 

Dentre os diversos povos que formaram o Brasil, foram os europeus aqueles que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa.

         A mais evidente herança portuguesa para a cultura brasileira é a língua portuguesa, atualmente falada por virtualmente todos os habitantes do país. A religião católica, crença da maioria da população, é também decorrência da colonização. O catolicismo, profundamente arraigado em Portugal, legou ao Brasil as tradições do calendário religioso, com suas festas e procissões. As duas festas mais importantes do Brasil, o carnaval e as festas juninas, foram introduzidas pelos portugueses. Além destas, vários folguedos regionalistas como as cavalhadas, o bumba-meu-boi, o fandango e a farra do boi denotam grande influência portuguesa.

 

           

No folclore brasileiro, são de origem portuguesa a crença em seres fantásticos como a cuca, o bicho-papão e o lobisomem, além de muitas lendas e jogos infantis como as cantigas de roda.Na culinária, muitos dos pratos típicos brasileiros são o resultado da adaptação de pratos portugueses às condições da colônia. Um exemplo é a feijoada brasileira, resultado da adaptação dos cozidos portugueses. Também a cachaça foi criada nos engenhos como substituto para a bagaceira portuguesa, aguardente derivada do bagaço da uva. Alguns pratos portugueses também se incorporaram aos hábitos brasileiros, como as bacalhoadas e outros pratos baseados no bacalhau.

 

   Influências Portuguesas no Brasil                                 Til por José de Alencar

 

 

 

 Os portugueses introduziram muitas espécies novas de plantas na colônia, atualmente muito identificadas com o Brasil, como a jaca e a manga. De maneira geral, a cultura portuguesa foi responsável pela introdução no “Brasil colônia” dos grandes movimentos artísticos europeus: renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassicismo. Assim, a literatura, pintura, escultura, música, arquitetura e artes decorativas no “Brasil colônia” denotam forte influência da arte portuguesa, por exemplo nos escritos do jesuíta luso-brasileiro Padre Antônio Vieira ou na decoração exuberante de talha dourada e pinturas de muitas igrejas coloniais. Essa influência seguiu após a Independência, tanto na arte popular como na arte erudita. 

 

                Na obra de José de Alencar, Til, nota-se muitas características, que indicam a influência Europeia no Brasil de época. Há muitas partes do livro que falam sobre o tema destacada, porém um se destaca mais. A descrição do Tanquinho, portanto, ganha importância por dois motivos: o primeiro é o de integrar-se ao projeto de identidade nacional brasileira, por meio da valorização da nossa exuberância natural. José de Alencar já havia descrito, em O Guarani; em Til, o Tanquinho e a colunata do Palmar (conjunto de palmeiras) celebram a convergência de diversas culturas — a medieval, a clássica e a oriental — na exuberância natural brasileira, como se este espaço fosse uma espécie de ponto para o qual todas aquelas construções se dirigem e acabam se superando pela mão divina dos “primores da criação”. Em outras palavras, a natureza brasileira não só absorve e contém as culturas que aqui chegaram, como também as faz alcançar um nível mais elevado.

 

           

   Influências Portuguesas no Brasil                                 Til por José de Alencar

   Influências Portuguesas no Brasil                                 Til por José de Alencar

   Sociedade Patriarcal                                                     Til por José de Alencar

 

Sociedade Patriarcal, Algo Irreal

 

    Pensamentos como de Luis Galvão “macho adulto branco, sempre no comando”, influencia pensamentos, e ideologias até os dias atuais, pois um homem com essas características, não merece julgamento, já que neste modo de visão o homem é soberano, em relação à mulher.    

    As mulheres já batalharam demais pelos seus direitos, mas mesmo assim elas não têm seu devido valor na sociedade, pelo fato do mundo ter uma sociedade patriarcal, onde o homem é tido como “excelência”. A mulher já conquistou muitas coisas na sociedade, porém o homem insiste em autotitulá-la como uma pessoa cuja única função é cuidar da casa, cozinhar, lavar louça, passar roupa, cuidar de seus filhos, para o homem, a maior utilidade da mulher é realizar seus desejos, acham que sem isso a mulher não tem nenhuma importância não só em sua vida, mas também na sociedade. De acordo com pensamentos antigos e ultrapassados, as mulheres não podem e não têm o direito de exercer uma profissão que na opinião deles, seja uma profissão criada para o homem, desde uma carreira no esporte ou um cargo político. Devido a esse preconceito e o fato do homem achar que a única função da mulher é “servi-lo”, a mulher acaba recebendo menos do que o homem em qualquer trabalho que ela exercer, pois o homem não aceita ser igualado ou superado pela mulher, o homem tem sempre que ser o melhor, sempre superior a mulher.

    Nos dias atuais, algo como ironizar uma mulher é considerado desrespeito, ou mesmo, machismo, mas essa é uma atitude antiga, muito usada por homens, poderosos como Luis Galvão. Homem, que a todo o momento, menosprezava sua amada, e além de todas estas maléficas atitudes, pessoa como este homem agredia suas mulheres, e não recebia algum tipo de punição, já que são soberanos, perante a sociedade.

    As mulheres ainda não possuem seu devido valor na sociedade! Porém evoluímos muito nosso pensamento, em relação ao século XIX, a época de Luís Galvão.

   Sociedade Patriarcal                                                     Til por José de Alencar

 Escravatura                                                                                                Til por José de Alencar

Os Escravos Na Era Do Romantismo

 

Durante o romantismo, a escravidão ainda estava muito em alta. Teve algumas movimentações literárias visando o uso dos escravos e também o livro Til de José de Alencar que relatava de forma básica como eram as fazendas onde os escravos trabalhavam.

Em todos os lugares em que ocorreu a escravidão o preconceito com os negros era muito grande, fazendo assim as pessoas de outras raças os olharem com um ar de superioridade e sempre os menosprezando. Em muitos casos o escravo não era visto como uma pessoa ou como parte da sociedade, mas apenas como uma mercadoria ou objeto de troca. É possível comparar esses fatos históricos com trechos ocorridos no mesmo livro citado anteriormente: “Não me torno, porém, escravo de um homem, que nasceu rico, por causa das sobras que me atirava como atiraria a qualquer outro, ou a seu negro.”

“Afora estes, não imaginava Jão Fera outros meios de ganhar dinheiro sem humilhação. O trabalho, ele o tinha como vergonha, pois o poria ao nível de escravo.”

 Religião                                                                                                       Til por José de Alencar

LONGE DA IGUALDADE SOCIAL
Se por um lado, as confrarias contribuíram sensivelmente em melhorias urbanas, como obras públicas e configuração do comércio local, de outro, não podemos afirmar que fora capaz de igualar a consideração entre brancos e negros. A igualdade perante Deus não se estendia à vida terrena. Os homens brancos conscientemente, proporcionavam esta agregação religiosa, produzindo um falso entendimento de igualdade entre eles.
Não satisfeitos em pertencer a uma irmandade, os fiéis do século XVIII realizavam grande rotatividade, pertencendo a diferentes confrarias.
As irmandades dos negros adquiriram o direito de resgatar escravos (desde que, justificadamente postos à venda pelos senhores). Esse diagnóstico ganhou força com Nossa Senhora das Mercês, tida pelos irmãos como redentora dos cativos. Os escravos encontraram nas irmandades um espaço para prática da sociabilidade e também de “exercitar” sua cultura, sobretudo, religiosa. Os oficiais encaravam estas agremiações como um meio de controle, mesmo sabendo que a população negra era a de maior volume.
Decerto, esta idéia de controle por parte do Estado Absolutista Português não refreava a manifestação sentimental dos africanos. Foram nestes locais que a religiosidade da África se juntou e se fundiu com a do homem colonizador.

Roger Bastide, um estudioso do assunto, entende que a religião do colonizador sobressaiu-se à africana, porém, não a substituiu.


TEATRO DA RELIGIÃO
O espírito de diversão e prazer estava constantemente presente na Minas Gerais do século XVIII. As irmandades contribuíram como a principal promotora, sobretudo, com as suntuosas procissões que preenchiam as estreitas ruas da localidade. Em 1733 ocorreu a mais expressiva solenidade pública da América Portuguesa – o tríduo (espaço de três dias) – que configurou na transladação do Santíssimo Sacramento da igreja de Nossa Senhora do Rosário para inauguração da nova matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Vila Rica. Este tipo de evento costumava promover atenção tanto na esfera sacra como também no âmbito profano, algo corriqueiro numa sociedade praticante da religiosidade. Escritores apontam que este espírito lúdico acabou contribuindo para os interesses políticos. Por outro lado, a liberdade oferecida por parte dos portugueses, em se criar novas irmandades, eximiam-se da obrigatoriedade (visto que detinha a qualidade de grão – mestres da Ordem de Cristo) na criação e manutenção das igrejas. Desta forma, a Coroa expandia sua capacidade de vigiar à sociedade colonial.

 Religião                                                                                                       Til por José de Alencar

Naquela época não se podia contar muito, ou praticamente nada, com relação a casas de misericórdia e outros serviços públicos. As aflições sobrevêm tanto em vida quanto em morte. Uma peça teatral intitulada “As Confrarias”, conta a história duma mãe desesperada – recorrendo a diversas irmandades de Vila Rica, em busca duma sepultura para seu filho morto, “acomodado” em seus braços.

TESTEMUNHO CULTURAL
Hoje temos o privilégio de observar um patrimônio histórico cultural contido nas igrejas da Minas Gerais, sobretudo em Ouro Preto, (antiga Vila Rica). O Barroco e Rococó ditam as características artísticas (arquitetura, música, escultura) da região. Estas maravilhas que não cansamos de testemunhar foram mantidas e custeadas pelas irmandades coloniais mineiras.

Texto por Julia Reis, Maisa Infante, Bianca Lelis e Paloma Benevides

 

Charge por Laryssa Martins e Jonathan Mesquita

 Educação                                                                                                       Til por José de Alencar

O ensino no Brasil no século XXI

Embora já haja na lei que era fundamental o direito à escola básica para todo brasileiro , apenas brancos e ricos podiam  usufruir deste direito.

 A cultura e o ensino chegaram ao Brasil-Colônia servindo tanto à catequese dos nativos e colonos, como à colonização e aos objetivos político-econômicos de Portugal.

Com a chegada de D. João, em 1808, começa um novo cenário cultural para abrigar a Corte. A imprensa floresce, e o ensino superior terá a primazia. Na educação, limitada às especulações filosófico-literárias, o culto ao bacharelismo prevaleceu, e com total ojeriza ao trabalho braçal e mecânico.

A mentalidade preconceituosa da época ligava os trabalhos manuais e mecânicos aos trabalhos realizados pelos escravos e pela classe mais humilde, criando assim fortes barreiras ao ensino técnico-profissionalizante. Formar-se doutor era ter a possibilidade de subir no status social e econômico, mas tornar-se fabricante, negociante ou lavrador era situação não desejável para a maioria dos jovens. Essas profissões, segundo opinião geral, eram destinadas aos menos inteligentes ou deserdados da fortuna...

O povo, por sua vez, acreditava que para trabalhar nas oficinas, no comércio, ou na agricultura, não era necessário ir à escola. O orçamento da casa pobre recebia o reforço advindo do trabalho juvenil e mesmo infantil, o que contribuía para que a educação fosse considerada um luxo nas famílias mais humildes.

E, fora da lavoura e dos serviços domésticos, havia muitas maneiras de se aproveitar o trabalho dos escravos e dos menos favorecidos. Uma delas era colocá-los no comércio ambulante, vendendo peixe, frutas, e outras mercadorias pelas ruas; ou então como auxiliares para tudo dentro de uma oficina.

A educação brasileira do século XIX foi essencialmente destinada à preparação de uma elite e não do povo. Era a erudição ligada ao status social, prestigiada pela vida na Corte, pelas atividades públicas, pelo regime parlamentar, onde a retórica era necessária. Um contraste gritante com a quase total ausência da educação popular.

A iniciativa oficial em relação ao ensino elementar e secundário era precária e inexistente quanto à educação profissional.

 

Texto por Matheus de Mello, Wesley Teixeira e João Vitor

 

Charge por Osvaldo Belchior

 Educação                                                                                                       Til por José de Alencar

Mesmo com um presidente no comando do país a vontade dos fazendeiros se fazia lei, acima até mesmo do Estado, tudo isso tornava-se possível por conta de três fatores: poder econômico, atuação política e quantidade de terras e funcionários nas mesmas, os fazendeiros tinham influencia quase que total sobre o estado, mudando drasticamente o rumo da história do país.
No romance “Til”, José de Alencar, retrata a sociedade daquela época, é descrito ao decorrer do livro a história de Luís Galvão, um dono de fazenda no interior paulista que possui um capanga que atendia pelo nome de Jão Bugre, que atendia a todos os seus comandos e é exatamente disso que se trata uma oligarquia, o poder que um fazendeiro rico exercia sobre a população e sobre os menos favorecidos.

Imagens de Kauan Ferreira

Charge de Maiara Rangel

 

Texto de Pablo Augusto e Milena Luna